e-book ensina a organizar a despensa
DATA
30/07/2009 11:17:56
AUTOR
Jornal Médico
e-book ensina a organizar a despensa

Beber muita água, evitar alimentos quentes, lutar contra a falta de apetite...

Beber muita água, evitar alimentos quentes, lutar contra a falta de apetite. A ementa adequada para uma semana de gripe não exige dotes especiais para a cozinha, basta seguir as recomendações do livro electrónico criado pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação, da Universidade do Porto (disponível no site da faculdade (www.fcna.up.pt ) ou no microsite da gripe, da Direcção-Geral da Saúde (www.dgs.pt ). 

Além dos conselhos de como organizar a despensa para que não falte comida durante uma quarentena forçada, o livro inclui mais de duas dezenas de receitas para os engripados. 

Foi quando a faculdade onde trabalha começou a discutir o plano de contingência que a especialista em nutrição Maria Daniel Almeida pensou que a mudança de rotinas numa epidemia exigiria uma organização antecipada. "Dar independência ao doente em casa, mesmo para quem viva sozinho, passa por organizar atempadamente a alimentação, abastecer a despensa, o congelador e o frigorífico", refere. 

O objectivo não é provocar uma corrida aos supermercados mas "criar condições para as pessoas que vivam sozinhas ou as famílias pensem com tempo aquilo de que vão necessitar e adaptem os conselhos às suas situações". As escolhas vão para os alimentos não perecíveis, os leites e sumos ultrapasteurizados - que têm prazos de validade mais alargados até à abertura das embalagens - e para os congelados. 

Os nutricionistas sabem que, mais do que qualquer medicamento, a água é o melhor remédio para recuperar da gripe. "Febre alta, vómitos, diarreia e tosse provocam naturalmente desidratação, o que piora o estado do doente", lembra o livro. Com febre, a ingestão de água deve ser superior a 3,7 litros para os homens e 2,7 litros para as mulheres, por dia. 

Infusões, água simples ou aromatizada com limão ou canela, sumos ou iogurtes são as melhores escolhas. De fora das recomendações ficam as bebidas com álcool (fermentadas ou destiladas), quentes ou com teor elevado de açúcar porque aumentam a desidratação. 

Os alimentos frescos como a fruta seriam outra opção para recuperar melhor, mas duram menos tempo que o vírus. Por isso, Maria Daniel Almeida sugere o recurso a polpas e batidos, que possam ser guardados no frigorífico e congelador. 

Uma alimentação deficiente implica uma recuperação mais lenta. "Se a pessoa está doente, cansada e não tiver capacidade de se organizar e não contar com uma rede familiar e social, vai acabar por desnutrir e a recuperação é mais lenta." 

Para contornar a falta de apetite, a nutricionista aconselha os doentes com gripe a comerem em menos quantidade e mais vezes ao dia. As receitas propostas no livro seguem os conselhos alimentares saudáveis para a população em geral. "Não há alimentos especificamente aconselhados para a gripe, a ideia é seguir a roda alimentar", conclui. 

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