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Equipa vai ser alargada para seis médicos
DATA
08/10/2009 05:32:12
AUTOR
Jornal Médico
Equipa vai ser alargada para seis médicos

Com a organização dos profissionais em unidades de saúde familiar, "é completamente diferente a maneira de trabalhar e a disposição com que o fazemos todos os dias", reconhece Ana Pisco, coordenadora da unidade

 

Ana Pisco teria hoje dificuldade em voltar a trabalhar num centro de saúde tradicional. Com a organização dos profissionais em unidades de saúde familiar, "é completamente diferente a maneira de trabalhar e a disposição com que o fazemos todos os dias". Não obstante existirem sempre alguns contratempos e preocupações, "o trabalho em equipa é muito mais compensador e dá-nos uma força diferente".

A USF, constituída por quatro médicos, três enfermeiros e três secretários clínicos, passou a Modelo B em Julho de 2008. Nestes três anos, conseguiu atingir todos os seus objectivos, indicadores e metas contratualizadas, tendo sido premiada com os respectivos incentivos institucionais. O seu alargamento está previsto para breve, com a incorporação de mais duas médicas, o que irá permitir dar cobertura total a uma população de cerca de 10 mil pessoas.

A pensar neste crescimento, o edifício onde está instalada a unidade irá ser ampliado. As obras vão incidir, sobretudo, na área de atendimento e na sala de espera, prevendo-se ainda que o alargamento do espaço permita dotar a USF com mais dois gabinetes médicos e uma sala de enfermagem.

 

USF são locais de formação por excelência

Com a entrada das duas médicas - uma das quais realizou o internato de Medicina Geral e Familiar na USF - a unidade passa a contar com três orientadoras de formação. No mínimo, Ana Pisco - que alia o seu trabalho na USF às responsabilidades inerentes à direcção do Internato do Oeste e Ribatejo - refere que a equipa irá proporcionar formação a três internos de MGF, para além de alunos do ano comum (entre três a quatro todos os anos). "Os internos são um grande motor para nós não pararmos". Aliás, "seria impensável que uma USF não fosse um local de formação por excelência", afirma.

 

Alterações no hardware melhoram desempenho do sistema

Há cerca de um mês registaram-se alterações no hardware, nomeadamente a nível do servidor, o que permitiu melhorar, de forma significativa, o desempenho do sistema informático. "O servidor não tinha capacidade de resposta para tantos computadores a trabalhar ao mesmo tempo", refere a coordenadora da unidade. A alteração já estava prevista desde o final de 2007, mas a transição da USF da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro para a ARS de Lisboa e Vale do Tejo atrasou todo o processo.

USF_tornada_01.jpgA USF, que trabalha com a aplicação Medicine One, integra, desde o primeiro dia, o projecto Performance Monitor. "Constituiu uma ferramenta essencial para atingirmos as metas contratualizadas com a ARS", garante Ana Pisco. A instalação, há cerca de três meses, do quiosque electrónico na zona de atendimento representou igualmente, "uma grande ajuda" para a equipa, nomeadamente na área administrativa.

 

Forte relação com a comunidade

 

A USF recebe utentes de muitas freguesias envelhecidas e afastadas da unidade de saúde familiar. No caso dos doentes que têm dificuldade em deslocar-se à unidade, todos os cuidados programados são efectuados no domicílio pelos médicos e enfermeiras. De acordo com Ana Pisco, "ultrapassamos sempre os valores acordados, em sede de contratualização, referentes a este indicador".

Esta preocupação com os mais velhos já acontecia antes, quando a USF Tornada era ainda uma extensão de saúde. O mesmo sucede com as crianças e a Saúde Escolar. No início do ano, a equipa - constituída por uma médica e uma enfermeira - desloca-se às escolas, infantários e creches para, em conjunto com os professores e educadores de infância, programarem as actividades e os temas de educação para a saúde que irão ser focados durante o ano escolar.

As crianças são uma presença assídua na USF. Não porque estejam doentes mas porque faz parte da estratégia da equipa que os mais pequenos sintam a USF como um espaço amigável. As visitas sucedem-se ao longo do ano escolar e, no Natal, são eles que decoram a unidade.

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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