UEMO tem nova direcção
DATA
23/02/2010 08:58:14
AUTOR
Jornal Médico
UEMO tem nova direcção

O Prof. Ferenc Hajnal, da Hungria, será o próximo presidente da União Europeia de Clínicos Gerais/Médicos de Família (UEMO). A eleição teve lugar durante a última assembleia-geral da UEMO, realizada em Budapeste, que até 2011 continuará a ser liderada por Isabel Caixeiro, presidente da Secção Regional do Sul da Ordem dos Médicos.

O Prof. Ferenc Hajnal, da Hungria, será o próximo presidente da União Europeia de Clínicos Gerais/Médicos de Família (UEMO). A eleição teve lugar durante a última assembleia-geral da UEMO, realizada em Budapeste, que até 2011 continuará a ser liderada por Isabel Caixeiro, presidente da Secção Regional do Sul da Ordem dos Médicos. Como estrutura europeia médica no âmbito dos cuidados de saúde primários, a UEMO representa actualmente 25 países europeus e tem como principal missão a promoção de elevados padrões de formação, de exercício e de cuidados prestados aos doentes no âmbito dos cuidados de saúde primários.
A promoção da ética, deontologia e desenvolvimento profissional dos médicos de família na defesa dos interesses dos doentes, é outra das suas vertentes de actuação.
Como objectivo estratégico, a UEMO tem desenvolvido iniciativas que visam o reconhecimento comunitário da especialidade médica de Medicina Familiar no âmbito do Sistema Europeu de Reconhecimento de Qualificações Profissionais. Através deste reconhecimento será possível assegurar aos médicos uma mobilidade no espaço comunitário sustentada pela adequada formação e especialização, assegurando aos doentes o acesso a cuidados médicos diferenciados.
Nos trabalhos desenvolvidos na capital húngara ocorreram discussões e elaboração de posições desenvolvidas pelos grupos de trabalho dedicados a Actividades de Prevenção, Educação Médica, Promoção da Qualidade e Recursos Humanos médicos. A reunião contou também com a apresentação e discussão dos relatórios nacionais de cada país, com a caracterização da evolução da medicina familiar ao longo do último ano no espaço europeu.
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.