Diagnóstico regional apresentado em cerimónia pública
DATA
19/03/2010 07:40:16
AUTOR
Jornal Médico
Diagnóstico regional apresentado em cerimónia pública

O agrupamento de centros de saúde (ACES) do Pinhal Interior Norte I apresentou na Biblioteca Municipal da Lousã, no passado dia 9 de Março, o diagnóstico da situação no âmbito do território coberto pelos centros de saúde de Arganil, Góis, Lousã, Pampilhosa da Serra, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Tábua e Vila Nova de Poiares

 
 
O agrupamento de centros de saúde (ACES) do Pinhal Interior Norte I apresentou na Biblioteca Municipal da Lousã, no passado dia 9 de Março, o diagnóstico da situação no âmbito do território coberto pelos centros de saúde de Arganil, Góis, Lousã, Pampilhosa da Serra, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Tábua e Vila Nova de Poiares. A cerimónia contou com a presença de representantes das unidades de saúde do agrupamento, da direcção executiva, conselho clínico e unidade de apoio à gestão. Daqui em diante, o balanço da saúde na região deverá ser apresentado em cada um dos municípios abarcados pelo ACES e, eventualmente, nas instalações dos diversos centros de saúde. Tudo para que os diversos agentes que intervêm na saúde das populações possam estar em plena sintonia, na posse da mais recente informação sobre necessidades a suprir e meios a potenciar. 
O levantamento de dados foi realizado pelo conselho clínico do ACES – actualmente presidido pelo médico Figueiredo Fernandes – e encontrava-se integrado no plano de acção do ACES para 2009. Todo o trabalho de colheita de dados decorreu entre Junho e Dezembro de 2009, com o tratamento e sistematização posterior dos mesmos a efectivar-se nos primeiros dois meses de 2010. O objectivo é criar um acervo de dados, a partir do qual o ACES poderá elencar os principais problemas e desenvolver estratégias de acção. O conselho clínico socorreu-se de fontes preferenciais de informação, tais como o Instituto Nacional de Estatística, a Direcção-Geral da Saúde, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, a Administração Central do Sistema de Saúde, as autarquias locais e as próprias unidades de saúde integradas no ACES. Do ponto de vista qualitativo, os dados reunidos dizem respeito às características orográficas e geodemográficas do território coberto, acompanhados de índices de dependência e envelhecimento populacionais e indicadores de desenvolvimento socioeconómico. Estão igualmente recenseados os principais indicadores de saúde, os recursos de saúde disponíveis na região e alguns parâmetros de actividade assistencial.
Face ao cenário traçado, o documento de avaliação lança ainda orientações gerais sobre que visão estratégica deverá ser adoptada nos próximos tempos, para melhor responder às carências identificadas.
Ao nosso jornal, o vogal do conselho clínico encarregue de coordenar este diagnóstico de situação, Avelino Pedroso, assegurou que o mesmo se reveste de elevada importância: “é um instrumento estratégico que servirá de apoio à contratualização com a ARS. Aponta para alguns aspectos que devem ser melhorados, em termos de apoio domiciliário e dos programas de vigilância. Pretende-se, também, privilegiar uma perspectiva de integração, equidade e proximidade no acesso aos cuidados de saúde”. O diagnóstico reforça, ainda, a urgência de implementar as unidades funcionais do ACES – com especial enfoque para as unidades de saúde familiar e unidades de cuidados de saúde personalizados – a requalificação das estruturas físicas em que estão instalados os serviços, afectação de recursos humanos e ajuste do sistema de informação (de forma a dar resposta à gestão clínica, à vigilância epidemiológica e às necessidades de planeamento).
Este tipo de dados existia no interior de inúmeras organizações, mas “não se encontravam compilados e sistematizados, muito menos em conformidade com o novo contexto do ACES e do seu território”, refere Avelino Pedro
Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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