OM e MS apertam regras para actuação médica
DATA
27/09/2011 08:27:09
AUTOR
Jornal Médico
OM e MS apertam regras para actuação médica

O bastonário da Ordem dos Médicos e o director-geral da Saúde assinaram um protocolo de cooperação que conduzirá à criação de linhas de orientação e de normas de actuação clínica, com repercussões evidentes nos actos de prescrição de medicamentos e de meios complementares de diagnóstico.  O intuito dos futuros normativos parece ser o de racionalização e melhoria da qualidade dos cuidados prestados.

 

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O bastonário da Ordem dos Médicos e o director-geral da Saúde assinaram um protocolo de cooperação que conduzirá à criação de linhas de orientação e de normas de actuação clínica, com repercussões evidentes nos actos de prescrição de medicamentos e de meios complementares de diagnóstico.  O intuito dos futuros normativos parece ser o de racionalização e melhoria da qualidade dos cuidados prestados. Entretanto, responsáveis quer da Direcção-Geral da Saúde, quer da Ordem dos Médicos, insistem que embora fosse urgente actualizar as linhas de actuação clínica, a classe médica portuguesa não parte da estaca zero

A intenção anunciada, desde há algum tempo, pelo executivo de coligação liderado por Passos Coelho – e inscrita no programa eleitoral do Partido Social Democrata – de desenvolver um conjunto de linhas de orientação clínica, com forte impacto na prescrição de medicamentos e meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT) por parte da classe médica, concretizou-se recentemente, com a assinatura de um protocolo entre a Ordem dos Médicos (OM) e a Direcção-Geral da Saúde (DGS).
Assim, a OM irá participar activamente e em parceria com a DGS na elaboração de linhas de orientação e normas de actuação clínica, as quais deverão ser integralmente respeitas pelos médicos portugueses, na sua actividade diária. O protocolo abarca também a execução de testes de aplicabilidade das normas clínicas, a formação de auditores clínicos, a identificação de centros especializados de referência e a realização de auditorias clínicas. O trabalho será coordenado, dentro da DGS, pelo Departamento da Qualidade na Saúde e no seio da OM pelo Conselho para a Auditoria e Qualidade, esperando-se para muito breve a divulgação do primeiro conjunto de normas. As normas e linhas de orientação, em si mesmas, serão construídas por uma Comissão Científica para as Boas Práticas Clínicas, que terá dois presidentes (um apontado pela DGS e outro pela OM), 11 médicos (ligados ao exercício da actividade clínica e à academia) e um especialista em Economia da Saúde.

#sejamestrelas
Editorial | António Luz Pereira
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Ciclicamente as capas dos jornais são preenchidas com o número de novos médicos. Por instantes todos prestam atenção aos números. Sim, para muitos são apenas números. Para nós, são colegas que se decidiram pelo compromisso com os utentes nas mais diversas áreas. Por isso, queremos deixar a todos, mas especialmente aqueles que abraçaram este ano a melhor especialidade do Mundo uma mensagem: “Sejam Estrelas”.

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