Cinco anos depois
DATA
27/09/2011 08:42:06
AUTOR
Jornal Médico
Cinco anos depois

A 4 de Setembro de 2006 entravam em funcionamento as quatro primeiras USF em Valongo, Rio Tinto e Condeixa. No dia 18, era inaugurada a décima unidade, em Alpendurada. Volvidos cinco anos, são já mais de três centenas os grupos que, voluntariamente, aderiram a um modelo organizativo essencialmente idealizado e defendido pela APMCG e consagrado pela reforma dos CSP de António Correia de Campos.

 

 

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A 4 de Setembro de 2006 entravam em funcionamento as quatro primeiras USF em Valongo, Rio Tinto e Condeixa. No dia 18, era inaugurada a décima unidade, em Alpendurada. Volvidos cinco anos, são já mais de três centenas os grupos que, voluntariamente, aderiram a um modelo organizativo essencialmente idealizado e defendido pela APMCG e consagrado pela reforma dos CSP de António Correia de Campos. O nosso jornal não podia deixar de assinalar a efeméride e conversou com os coordenadores de algumas das unidades pioneiras, que recordam a entrada em actividade como o dia em que passaram a fazer uma Medicina diferente… para melhor!

Numa altura em que a crise financeira não passava de um espectro longínquo a pairar sobre as contas públicas, a entrada em funcionamento das primeiras unidades de saúde familiar (USF) não deixou de configurar um desafio para a Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP) – estrutura responsável pela implementação da reforma, coordenada por Luís Pisco – e para todos os demais envolvidos no processo.
De facto, se o mecanismo de apresentação, avaliação e homologação das candidaturas decorreu sem entraves de maior, a transposição para o terreno das intenções de candidatos e administração esteve, desde o início, condicionado por constrangimentos vários, difíceis de ultrapassar. Mesmo tendo por base o sucesso do Regime Remuneratório Experimental (RRE) e um trabalho exaustivo de consolidação do modelo levado a cabo pelos responsáveis da Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral (APMCG).
Ainda assim, a reforma avançou a um ritmo impensável, para muitos – em grande parte, fruto do espírito de sacrifício e voluntarismo dos profissionais – e hoje já são mais de 300 as USF a funcionar de Norte a Sul do País.
Passada meia década sobre o arranque da face mais visível da reforma dos cuidados de saúde primários (CSP) – a implementação no terreno de USF –, levada a cabo pelo então ministro da Saúde, Correia de Campos, o Médico de Família foi saber como é que as equipas pioneiras no novo modelo organizativo recordam o dia 4 de Setembro de 2006 e o que mudou nestes cinco anos.

#sejamestrelas
Editorial | António Luz Pereira
#sejamestrelas

Ciclicamente as capas dos jornais são preenchidas com o número de novos médicos. Por instantes todos prestam atenção aos números. Sim, para muitos são apenas números. Para nós, são colegas que se decidiram pelo compromisso com os utentes nas mais diversas áreas. Por isso, queremos deixar a todos, mas especialmente aqueles que abraçaram este ano a melhor especialidade do Mundo uma mensagem: “Sejam Estrelas”.

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