Hospital Garcia de Orta exige pagamento de taxa moderadora aos utentes
DATA
27/09/2011 09:04:45
AUTOR
Jornal Médico
Hospital Garcia de Orta exige pagamento de taxa moderadora aos utentes

Utentes do Hospital Garcia de Orta (HGO) estão a receber cartas em que lhes é exigido o pagamento de taxas moderadoras pelo facto de os seus casos clínicos serem discutidos e analisados nas reuniões de consultadoria que, periodicamente, têm lugar nos centros de saúde

 

 

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Utentes do Hospital Garcia de Orta (HGO) estão a receber cartas em que lhes é exigido o pagamento de taxas moderadoras pelo facto de os seus casos clínicos serem discutidos e analisados nas reuniões de consultadoria que, periodicamente, têm lugar nos centros de saúde. Em comunicado, a ARS de Lisboa e Vale do Tejo diz que está a analisar estes procedimentos em conjunto com o HGO mas remete para mais tarde informação sobre a cobrança de taxas. Entretanto, a reacção da Medicina Familiar não se fez esperar: maioritariamente, os MF consideram a iniciativa do HGO “abusiva” e “rebuscada”. No arco parlamentar, João Semedo, do Bloco de Esquerda, fala mesmo de “esquema tortuoso” cujo único objectivo é “ir buscar mais alguns euros ao bolso dos doentes” 

 

O Hospital Garcia de Orta está a exigir o pagamento de taxas moderadoras a utentes cujos casos clínicos são discutidos nas reuniões de consultadoria que têm lugar nos centros de saúde da sua área de influência, entre médicos de família e especialistas hospitalares.
De acordo com o responsável do gabinete de comunicação e imagem do HGO, Nuno Crespo, a medida entrou em vigor há cinco meses. Todos os casos que são analisados nestas “consultas de triagem e consultadoria” e que permanecem na esfera da Medicina Familiar, “pagam taxa moderadora”, com excepção dos utentes isentos. Em contrapartida, os casos cuja complexidade determina a marcação de uma consulta no hospital, não são taxados. O hospital considera que o poderia fazer mas, “tendo em consideração que o utente irá pagar depois a consulta da especialidade no hospital, pensamos que não seria ético”.

#sejamestrelas
Editorial | António Luz Pereira
#sejamestrelas

Ciclicamente as capas dos jornais são preenchidas com o número de novos médicos. Por instantes todos prestam atenção aos números. Sim, para muitos são apenas números. Para nós, são colegas que se decidiram pelo compromisso com os utentes nas mais diversas áreas. Por isso, queremos deixar a todos, mas especialmente aqueles que abraçaram este ano a melhor especialidade do Mundo uma mensagem: “Sejam Estrelas”.

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