Declaração exige que crianças sejam ouvidas sobre a prestação de cuidados
DATA
05/10/2011 05:56:37
AUTOR
Jornal Médico
Declaração exige que crianças sejam ouvidas sobre a prestação de cuidados

Os ministros da Saúde dos 47 países representados no Conselho da Europa validaram em Lisboa uma declaração que determina, preto no branco, a necessidade de a população infantil ser consultada, quando se desenham serviços

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Após dois dias de aceso debate centrado na criança - em particular na promoção das melhores estratégias para a equidade no acesso à Saúde, protecção de direitos adquiridos, envolvimento dos mais jovens na construção de sistemas de saúde que lhes são conformes - os ministros da Saúde dos 47 países representados no Conselho da Europa validaram em Lisboa uma declaração que determina, preto no branco, a necessidade de a população infantil ser consultada, quando se desenham serviços

 

"Consultar e envolver as crianças e, quando apropriado, os seus familiares, no planeamento, avaliação e melhoria dos serviços de saúde". Esta é uma das principais resoluções da declaração que os responsáveis políticos adoptaram no final da 9ª Conferência de Ministros da Saúde do Conselho da Europa, realizada nos dias 29 e 30 de Setembro, em Lisboa.

No documento, também se defende que devem ser desenvolvidas ferramentas práticas para os profissionais de saúde, que os ajudem a implementar cuidados que coloquem a criança em primeiro plano e se adaptem a ela. Outros pontos fundamentais desta declaração apontam para a importância das instituições de saúde acarinharem a presença física de familiares e cuidadores, no local onde as crianças recebem cuidados, assim como para a absoluta prioridade de fundamentar todas as decisões clínicas, não só no mais actualizado conhecimento científico, mas também no melhor interesse das crianças, em termos sociais, culturais e individuais.

Refira-se, ainda, que a declaração relembra a indesmentível actualidade do artigo 6º da Convenção de Oviedo (convenção para a protecção dos direitos do Homem e da dignidade do ser humano face às aplicações da Biologia e da Medicina), artigo que no seu número 2 sustenta que a opinião do menor deve ser tomada em consideração, antes de qualquer acto médico.

 

#sejamestrelas
Editorial | António Luz Pereira
#sejamestrelas

Ciclicamente as capas dos jornais são preenchidas com o número de novos médicos. Por instantes todos prestam atenção aos números. Sim, para muitos são apenas números. Para nós, são colegas que se decidiram pelo compromisso com os utentes nas mais diversas áreas. Por isso, queremos deixar a todos, mas especialmente aqueles que abraçaram este ano a melhor especialidade do Mundo uma mensagem: “Sejam Estrelas”.

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