USF destacam-se em todos os indicadores
DATA
05/10/2011 06:48:58
AUTOR
Jornal Médico
USF destacam-se em todos os indicadores

Um estudo da ARS Norte, baseado em dados de 2010, permite concluir que as unidades de saúde familiar obtiveram melhores resultados em todos os indicadores - acesso, desempenho assistencial e eficiência económica - comparativamente às UCSP

 

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Um estudo da ARS Norte, baseado em dados de 2010, permite concluir que as unidades de saúde familiar obtiveram melhores resultados em todos os indicadores - acesso, desempenho assistencial e eficiência económica - comparativamente às UCSP. Actualmente, as 165 USF da Região Norte abrangem aproximadamente dois milhões de utentes. Se a taxa de cobertura fosse de 100%, o estudo conclui que mais 260 mil utentes poderiam ter médico de família atribuído. Para o Estado, a poupança anual em medicamentos e MCDT seria de 132 milhões de euros... Só nesta região!

 

A análise comparativa do modelo USF versus UCSP, efectuada pelo Departamento de Contratualização dos CSP da ARS Norte, no âmbito de um estudo sobre a evolução da reforma dos CSP, mostra que "as unidades de saúde familiar obtiveram melhores resultados em todos os indicadores de acesso, desempenho assistencial e eficiência económica".

Destacam-se, sobretudo, os indicadores relativos ao "acesso a cuidados domiciliários médicos e de enfermagem", "vigilância de doença crónica e oncológica", "precocidade de vigilância na grávida e no recém-nascido" e "eficiência económica". Neste último item, o estudo revela que enquanto nas USF (Modelo A e B) o custo médio com medicamentos por utilizador (PVP) foi de 184,4 euros, nas UCSP ascende esse valor ascende a 246,5 euros. Relativamente aos MCDT, a diferença é igualmente significativa: 71,8 versus 89,5 euros, respectivamente.

Ao nível dos indicadores de acesso verifica-se que, em média, a taxa de utilização de consultas médicas nas USF se situou em 68,8 versus 63,9 nas unidades de cuidados de saúde personalizados. No que diz respeito às taxas de visitas domiciliárias de enfermagem e médicas, a média aponta para 179 e 34,1 nas USF, em comparação com 147,1 e 12,5 nas UCSP, respectivamente.

Em termos do desempenho assistencial, a comparação entre indicadores como, por exemplo, "percentagem de diabéticos com um mínimo de três HbA1C registadas nos últimos 12 meses" ou "percentagem de crianças com primeira consulta de vida até aos 28 dias", revela que, nas USF, as médias se situam em 77,1% e 91,03%, em comparação com os 16,9% e 69,23% apurados nas UCSP.

 

#sejamestrelas
Editorial | António Luz Pereira
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Ciclicamente as capas dos jornais são preenchidas com o número de novos médicos. Por instantes todos prestam atenção aos números. Sim, para muitos são apenas números. Para nós, são colegas que se decidiram pelo compromisso com os utentes nas mais diversas áreas. Por isso, queremos deixar a todos, mas especialmente aqueles que abraçaram este ano a melhor especialidade do Mundo uma mensagem: “Sejam Estrelas”.

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