Ciência à la carte para cinco problemas comuns nos CSP
DATA
09/11/2011 08:53:27
AUTOR
Jornal Médico
Ciência à la carte para cinco problemas comuns nos CSP

Numa sessão dedicada à medicina baseada na evidência, cinco membros da comissão organizadora e científica das 26as Jornadas de MGF de Coimbra procuraram dar resposta a questões previamente escolhidas, por votação, no Facebook

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 Numa sessão dedicada à medicina baseada na evidência, cinco membros da comissão organizadora e científica das 26as Jornadas de MGF de Coimbra procuraram dar resposta a questões previamente escolhidas, por votação, no Facebook. Analgesia nos hipocoagulados, evidência para suplementação com vitamina D nos recém-nascidos, melhor terapêutica para a vertigem posicional paroxística benigna, melhor tratamento para tromboflebite venosa periférica e superficial e o melhor tratamento para as balanites na criança, foram os temas-alvo da revisão

 

O auditório da Fundação Bissaya Barreto encheu-se para a sessão Ciência à la carte, onde membros da comissão organizadora e científica das 26as Jornadas de MGF de Coimbra responderam, com base em evidência, a cinco questões previamente escolhidas na rede social Facebook.

A sessão desenrolou-se num ambiente informal e extremamente interactivo, com a intervenção de muitos dos médicos sentados na assistência. Entre outras importantes conclusões, foi possível perceber que nem sempre as práticas enraizadas são as mais correctas ou evidence-based. É o caso da terapêutica para a vertigem posicional paroxística benigna (VPPB). A maior parte dos clínicos admitiu prescrever um fármaco (nomeadamente beta-histina) perante um doente com VPPB, "porque a pressão dos doentes para sair do consultório com uma receita é enorme", salientaram.

De acordo com a evidência disponível, a melhor terapêutica para a VPPB consiste na realização, pelo profissional de saúde, dos exercícios de reabilitação vestibular. E não há evidência para tratamento farmacológico. Porém, nem sempre o doente - nem o próprio médico - se sentem à vontade para a realização deste tratamento não farmacológico. "Os médicos de família (MF) nem sempre são capazes de realizar procedimentos técnicos deste género. Assim, pode haver um MF por unidade que se especialize neste tipo de procedimentos e, em caso de um doente aparecer na consulta com VPPB, esse médico pode efectuar os exercícios, propiciando o alívio imediato dos sintomas e evitando prescrições desnecessárias ou a referenciação do doente", sugeriu Carla Correia, MF da UCSP Tábua.

 

#sejamestrelas
Editorial | António Luz Pereira
#sejamestrelas

Ciclicamente as capas dos jornais são preenchidas com o número de novos médicos. Por instantes todos prestam atenção aos números. Sim, para muitos são apenas números. Para nós, são colegas que se decidiram pelo compromisso com os utentes nas mais diversas áreas. Por isso, queremos deixar a todos, mas especialmente aqueles que abraçaram este ano a melhor especialidade do Mundo uma mensagem: “Sejam Estrelas”.

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