ACSS propõe cortes drásticos no modelo remuneratório das USF
DATA
13/12/2011 04:39:52
AUTOR
Jornal Médico
ACSS propõe cortes drásticos no modelo remuneratório das USF

O corte da retribuição associada ao aumento das listas de utentes, dos domicílios, da remuneração dos coordenadores e dos orientadores de formação, juntamente com a exclusividade, são algumas das propostas mais polémicas de um documento de trabalho da ACSS que se propõe rever o modelo remuneratório das USF.

 

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O corte da retribuição associada ao aumento das listas de utentes, dos domicílios, da remuneração dos coordenadores e dos orientadores de formação, juntamente com a exclusividade, são algumas das propostas mais polémicas de um documento de trabalho da ACSS que se propõe rever o modelo remuneratório das USF. Os médicos de família são unânimes em considerar que se trata de um documento “absurdo”, com propostas “inúteis” ou mesmo “perversas”

 

Menos verbas, suplementos e exclusividade nas unidades de saúde familiar, são algumas das medidas propostas pelo Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento da Contratualização com os Cuidados de Saúde Primários, da Administração Central dos Sistemas de Saúde (ACSS). O documento, a que o nosso jornal teve acesso, preconiza, não só a dedicação exclusiva obrigatória para os médicos em Modelo B, como a diminuição da remuneração atribuída à função de coordenador, diminuição do pagamento da função de orientador de formação, corte dos domicílios médicos em 50% e o desaparecimento da ponderação de 1,8 para as primeiras seis Unidades Contratualizadas (UC) da lista de utentes.
Relativamente ao primeiro ponto, pode ler-se no documento que “actualmente, à função de coordenador da equipa é atribuído um acréscimo remuneratório de 910 euros/mês, independentemente da dimensão da unidade de saúde familiar (USF)”. Ora, propõe a ACSS, este valor deve ser revisto de acordo com o número de inscritos. Isso significa que um coordenador de uma USF com menos de 10 mil pessoas, receberia somente 200 euros. O valor mais elevado (500 euros) corresponderia às unidades de saúde familiar com mais de 17 mil pessoas… Ainda assim, muito aquém do que actualmente auferem aqueles responsáveis. 

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Editorial | Conceição Outeirinho
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