Unidade de Investigação Clínica arranca em Janeiro
DATA
02/01/2012 09:15:57
AUTOR
Jornal Médico
Unidade de Investigação Clínica arranca em Janeiro

A ARS Norte vai avançar, ainda em Janeiro, com a constituição de uma Unidade de Investigação Clínica, com o objectivo de fomentar e apoiar projectos e acompanhamento de estudos, pesquisas e ensaios clínicos em geral, que decorram ou aproveitem a capacidade instalada na dependência directa e exclusiva da instituição

Texto integral só disponível na edição impressa

profissao_unidade_de_investigacao_ars_norte_225_01.jpgDe acordo com o médico de família Rui Cernadas, vogal do conselho de administração da ARS, a UIC terá por missão "o fomento e o apoio aos projectos e acompanhamento de estudos, pesquisas e ensaios clínicos em geral, que decorram ou aproveitem a capacidade instalada na dependência directa e exclusiva da ARS Norte. Serão observados, necessária e obrigatoriamente, todos os aspectos ligados ao respeito e cumprimento da legislação nacional e comunitária, em especial os que garantem a salvaguarda dos participantes e doentes, bem como os pareceres da Comissão de Ética para a Saúde (CES) da ARS Norte".

Cabe ainda à Unidade de Investigação Clínica apresentar propostas de "protocolos e acordos celebrados com terceiros para sua homologação e cumprimento".

De acordo com Rui Cernadas, a UIC será composta por três elementos - destes, pelo menos dois, terão de ser licenciados em Medicina. Além disso, vai reportar directamente ao conselho de administração (CA) da ARS Norte, que irá designar um elemento com competências ao nível da articulação, suporte material e logístico.

Os membros da Unidade de Investigação Clínica, designados de dois em dois anos, "não vão beneficiar de remuneração adicional por esta actividade". Podem, no entanto, e em função da evolução da actividade da UIC, "ter afectação de carga horária semanal ou mensal".

Do ponto de vista financeiro, os projectos autorizados pelo conselho de administração da ARS Norte e propostos pela UIC, serão parcelados com base na seguinte repartição: 25 a 35% para a ARS Norte, com alocação prioritária a encargos de formação e novas tecnologias, 40 a 50% para os investigadores, a título de honorários e 25% para as unidades funcionais envolvidas, a título de investimentos.

De igual modo, Rui Cernadas esclarece que todos os custos directos ou indirectos que os projectos acarretem para a ARS Norte ou para o Serviço Nacional de Saúde, serão contabilizados e imputados aos seus promotores.

"É conhecido o desejo de muitos técnicos de saúde de investirem em projectos de investigação e pesquisa, em especial nos cuidados de saúde primários, uma área onde a reforma se deve centrar e manter na vanguarda", explica o médico de família. "Quer as instituições universitárias, quer os hospitais, sociedades científicas, companhias farmacêuticas e de sistemas de informação, procuram estabelecer parcerias nesta área. O seu interesse deriva da possibilidade de se trabalhar sobre bases de dados de qualidade e ficheiros de utentes a nível regional, permitindo, designadamente, a criação de registos ou a realização de estudos observacionais, epidemiológicos ou clínicos.

Em tempos de constrangimentos financeiros do SNS e do Orçamento Geral do Estado, existe por esta via uma fonte de financiamento muito assinalável". A criação da Unidade de Investigação Clínica da ARS Norte - única no país - irá permitir a conjugação dessas sinergias no campo da investigação em cuidados de saúde primários.

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