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Processo de concentração dos ACES já está em marcha
DATA
25/01/2012 09:47:05
AUTOR
Jornal Médico
Processo de concentração dos ACES já está em marcha

O Ministério da Saúde vai diminuir o número de ACES actualmente existentes no país, adiantou Luís Pisco...

O Ministério da Saúde vai diminuir o número de agrupamentos de centros de saúde (ACES) actualmente existentes no país, adiantou Luís Pisco, vice-presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, no âmbito da reunião de quadros da APMGF. De acordo com aquele responsável, o processo de reconfiguração dos ACES não terá qualquer influência nas unidades de cuidados de saúde de proximidade (USF, UCSP e UCC) mas permite que as unidades de recursos assistenciais partilhados (URAP), unidades de apoio à gestão (UAG) e unidades de saúde pública (USP), ganhem economia de escala

 

Numa intervenção sobre política de saúde, Luís Pisco salientou que esta é fortemente condicionada por valores, princípios e elementos organizacionais. Sobretudo, na política de saúde, valores como a equidade e solidariedade, são essenciais para estabelecer as prioridades nacionais, avaliar as mudanças e responder às necessidades e expectativas da população.

Actualmente, o Serviço Nacional de Saúde é condicionado por três factores: novos utilizadores, mais reivindicativos e exigentes; novos profissionais de saúde que desejam boas condições de trabalho e de exercício profissional, com a remuneração ligada ao desempenho e, por último, a degradação do quadro institucional. "Os cuidados de saúde primários devem considerar, como grandes objectivos a atingir, cuidados de qualidade para todos os cidadãos e, obviamente, recompensa pelas boas práticas profissionais. Este objectivo, que parece simples, não é fácil de atingir: as USF Modelo B, que constituem o paradigma da inovação na Função Pública, estão debaixo de fogo. Não sabemos se irão resistir a esse ataque".

 

Texto integral só disponível na edição impressa

 

 

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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