Jornal Médico Grande Público

“Seis novas USF em 2012”
DATA
09/02/2012 08:02:06
AUTOR
Jornal Médico
“Seis novas USF em 2012”

O nosso jornal conversou com uma das protagonistas da transformação organizacional dos CSP...

 

O actual coordenador do Grupo Técnico para o Desenvolvimento dos Cuidados de Saúde Primários, Vítor Ramos, diz que depois de extinto o Grupo de Coordenação Estratégica "foi assegurada a transição para os responsáveis naturais pela continuação da transformação organizacional dos CSP: os conselhos directivos das ARS, que têm MF de grande prestígio e experiência inteiramente comprometidos com o desenvolvimento dos CSP".  Neste sentido, o nosso jornal conversou com uma destas protagonistas: Ana Costa, MF do CS de Faro e vogal da ARS do Algarve, que nos traçou uma panorâmica do que serão os CSP na região mais a sul do país, num ano que promete ser de grandes provações

 

Jornal Médico de Família - Quais são, no seu entender, os principais entraves ao desenvolvimento organizacional nos cuidados de saúde primários (CSP), neste momento?

 

Ana Costa - Actualmente, na região do Algarve, os grandes constrangimentos com que nos debatemos, enquanto Administração Regional de Saúde (ARS), no plano dos CSP é a inexistência de registos fidedignos quanto ao número de utentes inscritos nos centros de saúde (CS) dos agrupamentos de centros de saúde (ACES) e a carência de especialistas de Medicina Geral e Familiar (MGF). Faltam 96 médicos de família (MF) e os existentes encontram-se numa faixa etária entre os 51 e os 70 anos, sendo que 74% tem mais de 50 anos de idade.

 

Um pouco por todo o País, a reforma dos CSP tem encalhado em problemas com a mobilidade dos profissionais, os atrasos no pagamento dos incentivos e na colocação dos especialistas... Como está a ARS do Algarve a lidar com estas dificuldades e que tem feito as ultrapassar?

 

Em relação à mobilidade dos profissionais, não existe na ARS do Algarve qualquer obstáculo à sua concretização, desde que haja anuência por parte dos três intervenientes (profissional e instituições). No que toca à colocação dos especialistas, esta é feita imediatamente após a conclusão da sua formação através do respectivo procedimento concursal para celebração de contrato de trabalho em relações públicas por tempo indeterminado. Quanto ao pagamento dos incentivos, as USF com direito a incentivos já foram informadas, encontrando-se o processo de pagamento em fase de execução.

 

Considera que 2012 poderá ser o ano do alargamento da contratualização às unidades de cuidados de saúde personalizados (UCSP)?

 

O alargamento da contratualização às UCSP é fundamental e gostaríamos de o iniciar em 2012. No entanto, a falta de recursos humanos poderá dificultar este processo, uma vez que os profissionais têm de desenvolver as suas actividades, não só aos utentes do seu ficheiro, mas também aos utentes sem MF atribuído. Esta situação dificulta a definição de objectivos e a avaliação do cumprimento dos mesmos. Nesse sentido, a ARS do Algarve poderá avançar com contratualização às UCSP apenas no que respeita aos utentes inscritos nos ficheiros dos médicos que integram estas unidades.

 

Texto integral apenas disponível na versão impressa

 

 

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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