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TEDDI CP avalia a forma como os CSP tratam a diabetes tipo 2
DATA
09/02/2012 10:09:28
AUTOR
Jornal Médico
TEDDI CP avalia a forma como os CSP tratam a diabetes tipo 2

A SPD e a APMGF estão a promover junto das unidades de cuidados de saúde primários o estudo TEDDI CP...

A Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) e a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) estão a promover junto das unidades de cuidados de saúde primários o estudo TEDDI CP: Terapêutica Efectuada nas Pessoas com Diabetes nos Cuidados Primários". A investigação visa caracterizar e determinar a taxa de controlo metabólico das pessoas com diabetes tipo 2, descrevendo as características sócio-demográficas da população com diabetes, factores de risco metabólico e as abordagens terapêuticas escolhidas por estas instituições.

O TEDDI CP é um estudo epidemiológico, observacional, transversal e multicêntrico no qual serão incluídos 1500 indivíduos com mais de 18 anos, excluindo grávidas e doentes com diagnóstico de diabetes tipo 1. Na iniciativa estarão também envolvidos 150 médicos de medicina geral e familiar de 50 unidades de saúde.

O primeiro estudo TEDDI foi lançado em 2006. Nesta primeira fase foi avaliada a forma como os cuidados diferenciados estavam a efectuar o controlo metabólico das pessoas com diabetes tipo 1 e 2. Os resultados demonstraram que há uma elevada prevalência de factores de risco cardiovascular nesta população.

O estudo identificou uma maior incidência destes factores no grupo das pessoas com diabetes tipo 2: mais de 80% dos inquiridos tinham factores de risco associados, contra 19% no grupo das pessoas com diabetes tipo 1. Verificou-se ainda que 62,5% do total da amostra tinham hipertensão arterial; 51% hipercolesterolemia; 47,3% níveis elevados de colesterol LDL e 40% níveis baixos de colesterol HDL.

Muitos destes doentes já tinham um histórico preocupante de patologias: 7,9% tinham sofrido um AVC e 7,6% um enfarte de miocárdio. Além disso, 8,4% tinham angina de peito; 11,2% doença arterial periférica e 3,4% reportaram uma crise de hipoglicemia grave, que obrigou a uma ida às urgências, pelo menos.

Luís Medina, presidente da SPD, explica que "dado que uma grande percentagem dos doentes com diabetes tipo 2 são seguidos em unidades de cuidados primários e na primeira vaga do estudo TEDDI pudemos observar que há um descontrolo metabólico nesta população, lançamos agora o estudo TEDDI CP, que nos permitirá perceber se os doentes acompanhados pelos cuidados primários estão devidamente controlados. Uma diabetes mal controlada é, em si, um factor de risco para o desenvolvimento de uma série de patologias, entre elas o enfarte do miocárdio ou acidentes vasculares cerebrais. É necessário dizer que muitas vezes as pessoas diabéticas não colaboram ou colaboram parcialmente com o seu médico no sentido de seguir todos os seus conselhos terapêuticos".

 

Texto integral apenas disponível na versão impressa

 

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Editorial
Rui Nogueira
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