PCP questiona Governo sobre fim das consultas de adultos
DATA
30/05/2013 12:36:40
AUTOR
Jornal Médico
PCP questiona Governo sobre fim das consultas de adultos

Os deputados do PCP querem saber que medidas serão desenvolvidas para reforçar os meios humanos no Centro de Saúde da Trafaria e se vai, ou não, ser reposto o serviço de consulta de adultos do Centro de Saúde da Trafaria

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O grupo parlamentar do PCP questionou o Governo sobre o anunciado fim das consultas para adultos no Centro de Saúde da Trafaria, em Almada, classificando a decisão como "grave e inaceitável".

"Trata-se de uma opção a todos os títulos inaceitável, quando se conhecem as crescentes dificuldades a que as populações estão sujeitas, desde a degradação da rede de transportes públicos e respectiva acessibilidade, até às novas e maiores restrições que estão sendo aplicadas no Centro de Saúde da Costa da Caparica, para onde os utentes são encaminhados", referem os deputados comunistas no requerimento que apresentaram na Assembleia da República, solicitando respostas do gabinete de Paulo Macedo.

Os deputados do PCP consideram que as políticas do Governo conduzem à "deterioração das condições de resposta ao nível dos cuidados de saúde primários" e querem saber que medidas serão desenvolvidas para reforçar os meios humanos no Centro de Saúde da Trafaria e se vai, ou não, ser reposto o serviço de consulta de adultos do Centro de Saúde da Trafaria.

O Centro de Saúde da Trafaria, em Almada, vai perder as consultas para adultos, disse à Lusa a presidente da Junta de Freguesia, com a Administração Regional de Saúde a confirmar que vai concentrar recursos na Costa de Caparica.

Fonte da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo disse à Lusa que na Trafaria estão inscritos 5.634 utentes, para dois médicos, enquanto na Costa de Caparica estão inscritos 13.346 utentes, também para dois médicos colocados, referindo que a distância entre ambos é inferior a cinco quilómetros.

"Tendo em conta estes números, e até a abertura de novo concurso de colocação de médicos especialistas de medicina geral e familiar que minimize o problema, o Agrupamento de Centros de Saúde Almada Seixal decidiu concentrar os recursos na unidade de saúde que apresenta estruturas físicas mais adequadas", refere.

Segundo a mesma fonte, vai ficar ainda assegurado o atendimento de proximidade dos grupos vulneráveis de cada uma das duas unidades nos programas de saúde infantil, saúde materna, vacinação e visitação domiciliária, permitindo "uma maior equidade no acesso aos cuidados de saúde da população da Costa da Caparica e da Trafaria".

 

 

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Editorial | Conceição Outeirinho
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