Utentes reclamam melhor saúde
DATA
30/05/2013 12:41:25
AUTOR
Jornal Médico
Utentes reclamam melhor saúde

A Comissão de Utentes da Saúde no Médio Tejo (CUSMT) apresentou, há dias, um caderno reivindicativo onde inscreveu as medidas que considera urgente adoptar para melhorar as condições de prestação de cuidados de saúde em termos de proximidade e qualidade na região

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Em declarações à Lusa, o porta-voz da CUSMT, Manuel Soares, rejeitou "o encerramento do Internamento da Medicina Interna no Hospital de Torres Novas e de outros serviços hospitalares", defendendo que devem ser comuns aos três hospitais (Torres Novas, Abrantes e Tomar) as valências da Urgência Médica/Cirúrgica, a Medicina Interna, a Pediatria e Cirurgia do Ambulatório, bem como os cuidados prestados em ambulatório.

"Esta política de concentração de serviços em cada uma das unidades hospitalares tem como único objectivo a redução de custos", disse Manuel Soares, frisando que a mesma "prejudica o acesso das populações aos cuidados de saúde, porque ficam mais longe e, como tal, ficam mais caros".

"Porque a saúde é o bem mais importante do ser humano, somos por cuidados de saúde de proximidade e de qualidade. Por isso manifestamos a nossa oposição ao esvaziamento funcional dos Hospitais de Torres Novas e de Tomar, e reclamamos que os serviços de urgência, medicina interna, pediatria e cirurgia do ambulatório devem existir nos três hospitais do CHMT", defendeu Manuel Soares.

 

Falta de médicos no Médio Tejo deve-se à ausência de candidatos

A falta de médicos nos três hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), em Abrantes, Tomar e Torres Novas, deve-se à ausência de candidatos para assumirem as vagas a concurso, revelou há dias o Ministério da Saúde.

Em comunicado, o Ministério da Saúde refuta que a política de restrição orçamental tenha reflexos na população ao nível da prestação dos cuidados de saúde, numa resposta a um pedido de esclarecimentos do Grupo Parlamentar do PCP "acerca das dificuldades na urgência do Hospital de Abrantes/Centro Hospitalar Médio Tejo".

O Ministério da Saúde refere "não poder deixar de refutar as afirmações de que a política de restrição orçamental a que todos estão obrigados, por força dos compromissos internacionais assumidos por Portugal, tenha reflexos na população ao nível da prestação dos cuidados de saúde prestados", tendo assegurado que "tal não corresponde à verdade".

A política, segundo o Ministério, "tem tido apenas como objectivo proceder a uma melhor e mais adequada gestão dos fundos públicos, de forma a continuar a garantir os mesmos cuidados de saúde que já vinham sendo prestados, mas de uma forma sustentada".

Segundo o gabinete de Paulo Macedo, "tendo tomado conhecimento de que, de facto, o Centro Hospitalar do Médio Tejo se confrontava com um número insuficiente de médicos em algumas especialidades, o Ministério da Saúde entendeu atribuir diversas vagas (quarenta em 2012 e quatro em 2013) para médicos que tivessem concluído o internato médico, sendo que as mesmas não foram preenchidas por falta de candidatos".

Na resposta a um requerimento do deputado comunista António Filipe, o Ministério da Saúde frisa que "resulta claro que a dificuldade de contratação de médicos não tem qualquer relação com a entrada em vigor da Lei dos Compromissos, mas sim com a falta de candidatos às vagas disponíveis".

 

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Editorial | Conceição Outeirinho
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