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PCP questiona ministério da Saúde sobre fecho de centro de saúde
DATA
04/11/2013 00:00:00
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PCP questiona ministério da Saúde sobre fecho de centro de saúde

O PCP questionou o Ministério da Saúde sobre o encerramento do centro de saúde no Bairro do Lagarteiro, Porto, num documento onde defende que tal acção é "inconcebível" e deve ser revertida

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O PCP questionou o Ministério da Saúde sobre o encerramento do centro de saúde no Bairro do Lagarteiro, Porto, num documento onde defende que tal acção é "inconcebível" e deve ser revertida.

"O encerramento da Extensão de Saúde de Azevedo é inconcebível e deve ser revertido em prol das populações de forma a garantir o acesso aos cuidados de saúde", refere o requerimento do grupo parlamentar do PCP entregue na Assembleia da República.

Para os comunistas, o encerramento da unidade que abarca o Bairro do Lagarteiro - onde na quinta-feira passada a EDP procedeu ao corte de dezenas de ligações ilegais de electricidade - constitui "um violento ataque aos direitos que estão consagrados na Constituição da República Portuguesa ".

Os deputados dizem ter tido "conhecimento que a Direcção do Agrupamento de Centros de Saúde Porto Oriental emanou um comunicado no qual informa que os médicos que estão afectos à Extensão de Saúde de Azevedo do Centro de Saúde de Campanhã vão deixar de exercer actividade, a partir de hoje, naquela unidade de saúde em virtude do fecho da extensão, sendo que alegam a falta de condições da extensão de saúde para tomar tal medida".

"O governo reconhece que este encerramento, tendo em conta as condições económicas extremamente precárias da população que é servida por esta unidade de saúde, vai obrigá-las a custos acrescido, nomeadamente com deslocações, que são impossíveis de suportar e, por conseguinte, pode impedir esta população de aceder aos cuidados de saúde", questiona o PCP.

Os comunistas perguntam ainda se este encerramento é definitivo, se o governo pondera revogar esta medida, se irá fazer os investimentos públicos necessários nas instalações encerradas para que passem a ter "condições condignas" ou se pondera encontrar um espaço alternativo na mesma zona.

Num comunicado enviado em anexo ao requerimento, o PCP recorda a "construção de novas instalações para a extensão de Azevedo do Centro de Saúde de Campanhã esteve prevista no plano do Programa Bairros Críticos, no quadro de uma requalificação geral do Bairro do Lagarteiro e de parte da zona de Azevedo, mas não se chegou a verificar por culpa dos sucessivos governos PS e PSD/CDS".

"O PCP sublinha a sua solidariedade com os justos protestos que os utentes estão a realizar em defesa do direito à saúde e exalta a população a não desistir de se bater para continuar a ter em Azevedo uma unidade pública de serviços primários de saúde", salientam.

Dezenas de utentes da Unidade de Saúde de Azevedo estiveram na manhã de sexta-feira concentrados no local a protestar contra o encerramento daquele serviço público a partir de hoje.

Os utentes afirmaram à Lusa terem sido surpreendidos com um aviso colocado à porta da unidade que refere que a partir de segunda-feira, inclusive, vai ser suspensa a actividade assistencial na unidade "por motivos relacionados com a segurança do edifício e como medida de precaução".

 

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