Administradores Hospitalares querem criar Ordem profissional
DATA
06/11/2013 23:00:00
AUTOR
Jornal Médico
Administradores Hospitalares querem criar Ordem profissional

"É um percurso que consideramos muito importante para a defesa de uma melhor gestão do SNS. Estamos a falar de um sector em que os custos são os que conhecemos e de uma área, a hospitalar, que é particularmente complexa"

A Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares quer converter-se numa Ordem profissional, considerando que isso permite garantir uma melhor gestão dos hospitais em nome dos doentes.

Num encontro com jornalistas, a presidente da Associação, Marta Temido, disse que a criação de uma Ordem dos Administradores Hospitalares ainda terá de ser discutida em assembleia-geral, mas adiantou que poderia ser uma mais-valia para os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

"É um percurso que consideramos muito importante para a defesa de uma melhor gestão do SNS. Estamos a falar de um sector em que os custos são os que conhecemos e de uma área, a hospitalar, que é particularmente complexa", justificou.

Recordando que na área da saúde existem seis ordens profissionais, Marta Temido frisou que estas estruturas visam sempre melhorar o acesso das pessoas ou utilizadores abrangidos.

"Quando me dizem que uma administração atua de forma diferente de outra isso eventualmente pode não ser equitativo. Se houver uma vinculação dos administradores hospitalares a outras obrigações em termos éticos, que uma ordem profissional exige, talvez o interesse público dos doentes esteja melhor garantido", comentou.

A responsável acrescentou que gostaria de ter na futura Ordem uma representação dos utentes, com pessoas da sociedade civil que contribuam com as suas opiniões.

 

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Editorial | Mário Santos
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No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: