Utentes dos serviços públicos de Idanha-a-Nova promovem concentração de protesto
DATA
03/12/2013 15:18:48
AUTOR
Jornal Médico
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Utentes dos serviços públicos de Idanha-a-Nova promovem concentração de protesto

[caption id="attachment_5125" align="alignleft" width="300"]csidanhaanova O SAP de Idanha-a-Nova funcionava durante 24 horas, mas desde domingo passou a encerrar entre as 00:00 e as 08:00. Além disso, a Comissão teme que, a partir de Janeiro, o horário de encerramento sofra nova alteração e seja fixado às 20:00[/caption]

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Idanha-a-Nova promove hoje, às 17:00, uma concentração de protesto contra o encerramento nocturno do Serviço de Apoio Permanente (SAP) do centro de saúde, informou o porta-voz da comissão.

Em declarações à Lusa, António Gil explicou que a concentração visa alertar os responsáveis "governamentais e locais" para os riscos e consequências negativas que este encerramento terá na saúde das pessoas e na qualidade de vida da população.

O SAP de Idanha-a-Nova funcionava durante 24 horas, mas desde domingo passou a encerrar entre as 00:00 e as 08:00. Além disso, a Comissão teme que, a partir de Janeiro, o horário de encerramento sofra nova alteração e seja fixado às 20:00.

"Não temos informação oficial, mas as indicações que temos, e que têm alguma consistência, apontam nesse sentido, o que, obviamente, seria ainda mais penalizador", reitera.

António Gil considera que o encerramento nocturno do SAP "restringe o acesso a esses cuidados de saúde" e que "coloca necessariamente em risco a vida da população", designadamente dos mais idosos, que, tal como sublinha, são em maior número neste concelho do Interior Raiano.

O argumento da distância também não é esquecido e o porta-voz da comissão recorda que o concelho de Idanha-a-Nova tem freguesias que estão "muito distantes da sede de concelho" e "ainda mais distantes" de Castelo Branco (para onde serão encaminhados os utentes), pelo que, de acordo com as contas da comissão, "em situação de urgência, chegar ao serviço de urgência demorará no mínimo cerca de duas horas", especificou.

O porta-voz da comissão rejeita também a justificação de que o serviço nocturno possa ser desnecessário por falta de utentes.

"Não se pode analisar a questão dessa forma. Uma vida humana não tem preço e não pode ser tratada como mera estatística", conclui António Gil.

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco realizou nos últimos 10 meses um estudo que aponta que o número de utentes durante a noite "é muito reduzido", sendo precisas três a quatro noites para que surja um doente.

Além de Idanha-a-Nova, a ULS de Castelo Branco já confirmou que a situação também se verifica em Oleiros e que vai encerrar aquele serviço nocturno entre as 00:00 e as 08:00 a partir de domingo.

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Editorial | Jornal Médico
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