Jornal Médico Grande Público

Ordem estranha proibição de visita à Estefânia e pede intervenção do ministro
DATA
17/12/2013 14:39:49
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS


Ordem estranha proibição de visita à Estefânia e pede intervenção do ministro

[caption id="attachment_5479" align="alignleft" width="300"]hospital de d. estefania1 Numa nota divulgada no seu site, a Ordem comunica à população que “desconhece, pelo que não garante, a qualidade das instalações e do potencial de funcionamento dos blocos cirúrgicos do Hospital D. Estefânia”. O comunicado recorda que estes blocos cirúrgicos, que seriam destinados à actividade da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) se para aí tivesse sido deslocalizada, estão encerrados por razões organizativas e de gestão.[/caption]

A Ordem dos Médicos manifesta “profunda estranheza” com a proibição da administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central a uma avaliação técnica aos blocos cirúrgicos do Hospital D. Estefânia, em Lisboa, e solicitou a intervenção do ministro da Saúde.

Numa nota divulgada no seu site, a Ordem comunica à população que “desconhece, pelo que não garante, a qualidade das instalações e do potencial de funcionamento dos blocos cirúrgicos do Hospital D. Estefânia”.

O comunicado recorda que estes blocos cirúrgicos, que seriam destinados à actividade da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) se para aí tivesse sido deslocalizada, estão encerrados por razões organizativas e de gestão.

A pedido de um grupo de clínicos da MAC, a Ordem solicitou, a 8 de Novembro, ao conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), autorização para realizar uma visita de avaliação técnica das condições de funcionamento dos blocos cirúrgicos, que seria realizada a 14 de Novembro.

Segundo a Ordem, esta “avaliação independente” justificava-se na sequência de uma acção inspectiva da Direcção-Geral da Saúde, em Julho, que concluía que a manutenção de alguns equipamentos não apresentava os níveis habituais de um bloco em pleno funcionamento, mas sem colocar em causa a saúde pública.

Contudo, nos dias 12 e 13 de Novembro a administração do Centro Hospitalar responsável pelo Estefânia enviou dois faxes à Ordem dos Médicos, o primeiro a questionar a legalidade e finalidade da visita e o outro a proibir a visita.

Na nota, a Ordem explica que “por justificadas razões” os faxes não chegaram a ser vistos atempadamente, sendo que no dia 14 de Novembro os representantes de vários colégios de especialidade se deslocaram à Estefânia, sendo então informados da não autorização da visita.

“A Ordem dos Médicos não pode deixar de manifestar a sua profunda estranheza pelo facto de o CA do CHLC recear e proibir uma visita técnica e independente da Ordem dos Médicos aos blocos cirúrgicos do Hospital Dona Estefânia”, acrescenta.

Alegando desconhecer a qualidade daquelas instalações, a Ordem “solicita autorização pública” ao ministro da Saúde para a realização da visita.

O comunicado termina com a Ordem a alertar a população para a necessidade de o Estado ser auditado por entidades independentes, para evitar conflitos de interesse “inerentes a um Estado que quer o exclusivo de se ‘auditar’ a si próprio”.

A agência Lusa já tentou obter um comentário do Centro Hospitalar de Lisboa Central e do Ministério da Saúde, mas ainda não foi possível.

JM/Lusa

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

news events box

Mais lidas