Sindicato quer travar despedimento de enfermeiros em Centro Hospitalar do Oeste
DATA
14/01/2014 11:20:47
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Jornal Médico
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Sindicato quer travar despedimento de enfermeiros em Centro Hospitalar do Oeste

[caption id="attachment_5793" align="alignleft" width="300"]sindicatodosenfermeirosportugueses “Estamos confiantes de que Ministério da Saúde e todas as forças políticas aqui da região ainda possam tentar travar este processo, mas se se efectivar a cessão dos contratos, apelamos a que estes enfermeiros possam rapidamente a vir a ser chamados para fazer novo contrato como aconteceu noutras instituições”, disse hoje à agência Lusa Guadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).[/caption]

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses apelou  ao Ministério da Saúde para que trave o despedimento de 30 enfermeiros do Centro Hospitalar do Oeste ou, caso o processo avance, que crie condições para sejam rapidamente readmitidos.

“Estamos confiantes de que Ministério da Saúde e todas as forças políticas aqui da região ainda possam tentar travar este processo, mas se se efectivar a cessão dos contratos, apelamos a que estes enfermeiros possam rapidamente a vir a ser chamados para fazer novo contrato como aconteceu noutras instituições”, disse  à agência Lusa Guadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

Em causa está o despedimento de 30 enfermeiros subcontratados através da empresa Tónus, anunciado pelo conselho de administração do CHO (Centro Hospitalar do Oeste), que justificou as rescisões com o aumento do horário semanal da função pública de 35 para 40 horas, o que, no caso da carreira de enfermagem, resultou num “excedente de 60 enfermeiros” nas unidades das Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras.

Argumentos que não convencem o SEP, cuja dirigente reuniu hoje com a Câmara das Caldas da Rainha para “dar a conhecer todas as dificuldades com que o CHO se debate”, entre as quais “os 3000 dias [de folgas não gozadas] em divida aos enfermeiros, a diminuição número de profissionais por turno, o aumento das dotações dos serviços através da utilização de macas e o mascarar de dados no que diz respeito à dotação de enfermeiros pelo número de tempo prolongado no serviço de urgência quando já têm processos de internamento em outros serviços”.

Para o SEP, são dificuldades que “determinam que todos os enfermeiros subcontratados deveriam continuar a exercer funções nestas três unidades hospitalares” e que vão ser questionadas pelo executivo numa reunião com o conselho de administração do CHO, agendada para a próxima sexta-feira.

Ainda que a reunião aconteça um dia depois da data prevista para o despedimento de 20 dos 30 enfermeiros (devendo os restantes sair da instituição até Março), o sindicato espera que se se efectivar a não renovação dos contratos, “o ministro [da Saúde, Paulo Macedo], tenha consciência do compromisso que assumiu, de que nenhum enfermeiro seria despedido” e que “rapidamente disponibilize vagas para que possam ser feitos contratos a termos cerro com estes profissionais”.

A não renovação dos contratos com os 30 enfermeiros tem sido contestada pelo sindicato e pelos profissionais, que em Novembro de 2013 se manifestaram em frente às urgências.

Os enfermeiros promoveram depois uma venda de produtos em frente ao Ministério da Saúde, mas os protestos não dissuadiram a administração, que mantém a intenção de os dispensar.

O CHO serve os concelhos das Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra, num total de mais de 292.500 pessoas.

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Editorial | Jornal Médico
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