Jornal Médico Grande Público

BE quer ARS Norte no Parlamento a explicar atendimento urgente no Porto
DATA
17/01/2014 12:32:04
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS


BE quer ARS Norte no Parlamento a explicar atendimento urgente no Porto

[caption id="attachment_5958" align="alignleft" width="300"]urgência A ARS-N revelou na sexta-feira que os dois serviços de Atendimento Complementar criados no dia 01 devido à “reconfiguração” do SASU do Porto passariam a funcionar entre as 20:00 e as 23:00, nos dias úteis, e entre as 09:00 e as 17:00, aos sábados, domingos e feriados. O funcionamento inicialmente previsto era das 20:00 às 22:00 no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Porto Oriental, a funcionar na Unidade de Saúde do Covelo, e das 20:00 às 22:45, no Porto Ocidental, na Unidade de Saúde da Carvalhosa[/caption]

O Bloco de Esquerda pediu hoje a audição do presidente da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N) na Comissão Parlamentar da Saúde devido às alterações ao atendimento urgente no Porto, disse à Lusa fonte do partido.

A transformação do Serviço de Atendimento de Situações Urgentes (SASU) do Porto em dois postos de “Atendimento Complementar” - a funcionar em duas unidades de saúde até às 23:00 nos dias úteis - preocupa o BE devido à “redução do horário” e à existência de “menos um médico a assegurar” as consultas, escreve-se no requerimento a que a Lusa teve acesso e que deu hoje entrada no Parlamento.

Um dos resultados da alteração é que “as pessoas que chegarem ao serviço às 21:30 dificilmente conseguirão vaga, sendo empurradas para os serviços de urgência hospitalar onde vão pagar o quádruplo de taxa moderadora”, contribuindo “desnecessariamente para a sobrecarga das urgências hospitalares”, alerta o BE.

A ARS-N revelou na sexta-feira que os dois serviços de Atendimento Complementar criados no dia 01 devido à “reconfiguração” do SASU do Porto passariam a funcionar entre as 20:00 e as 23:00, nos dias úteis, e entre as 09:00 e as 17:00, aos sábados, domingos e feriados.

O funcionamento inicialmente previsto era das 20:00 às 22:00 no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Porto Oriental, a funcionar na Unidade de Saúde do Covelo, e das 20:00 às 22:45, no Porto Ocidental, na Unidade de Saúde da Carvalhosa.

No caso dos fins de semana e feriados, o “atendimento ao público” era apontado para o período das 09:00 às 16:00 e das 09:00 às 16:45, respectivamente.

“Esta pequena correcção revela-se inferior ao atendimento disponibilizado no SASU e dificilmente será suficiente para dar resposta a todas as pessoas com ocorrências de doença aguda”, critica o BE.

De acordo com o BE, o Regulamento Interno do ACES do Porto Oriental refere que “o fluxo de utentes deve ser continuamente monitorizado, de forma a não ultrapassar o horário de funcionamento” e que, “esgotada a capacidade”, os doentes “devem ser adequadamente encaminhados de acordo com a sua situação clínica”, numa gestão que fica “a cargo do secretário clínico”.

Para o BE, tal é “no mínimo, insólito, pois a triagem relativa ao estado clínico do utente deveria ser efectuada por um profissional habilitado para o efeito”.

O “Bloco” denuncia ainda que “o encerramento do SASU tem outras implicações para os utentes”, porque as equipas médicas “foram também reduzidas” e existe agora “menos um médico a assegurar o atendimento”.

“De acordo com as recomendações da Ordem dos Médicos, um clínico deverá atender quatro a cinco doentes numa hora. Se se pretender cumprir a recomendação, constata-se que nos dias de úteis os dois médicos do Centro de Saúde da Carvalhosa irão atender cerca de 30 pessoas por noite, enquanto os três médicos da Unidade de Saúde Familiar do Covelo poderão atender cerca de 45 pessoas”, descreve o documento.

Para o BE, “o acesso dos utentes aos serviços de saúde de proximidade é uma medida fundamental que era cumprida pelo SASU em funcionamento há anos na cidade do Porto”, pelo que “não se percebe esta decisão que a todos prejudica”.

Por isso “é fundamental que o presidente da ARS-N seja ouvido na Comissão Parlamentar de Saúde, de modo a esclarecer os propósitos desta decisão, bem como os fundamentos que a motivam”.

 

 

Saúde Pública

news events box

Mais lidas