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Credores aprovam Plano de Recuperação do Madeira Medical Center
DATA
18/01/2014 08:10:39
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Jornal Médico
Credores aprovam Plano de Recuperação do Madeira Medical Center

[caption id="attachment_5968" align="alignleft" width="300"]madeiramedicalcentre De acordo com o administrador da insolvência, o economista Raul González, "a deliberação tomada na presente assembleia foi no sentido da aprovação do plano de insolvência numa percentagem de 88,17% dos credores"[/caption]

O plano de recuperação da Madeira Medical Centre (MMC) foi aprovado ontem pelos credores da empresa de cuidados de saúde integrados numa audiência realizada no Tribunal Cível do Funchal.

De acordo com o administrador da insolvência, o economista Raul González, "a deliberação tomada na presente assembleia foi no sentido da aprovação do plano de insolvência numa percentagem de 88,17% dos credores".

O Barclays Bank votou contra e o Instituto de Segurança Social da Madeira e a empresa Lisgarante abstiveram-se.

A unidade de cuidados de saúde integrados da MMC, com o mesmo nome, abriu em 2006 no centro da cidade do Funchal e hoje emprega 60 funcionários e o corpo clínico inclui mais de 150 prestadores de serviços.

Em 2012 o número de consultas foi de 50.000 e para 2013 a previsão era de 45.000.

A insolvência do MMC foi requerida pelo Barclays Bank "dado o incumprimento verificado nas obrigações contraídas", mas a 12 de agosto de 2012 a assembleia de credores aprovou a manutenção em actividade do estabelecimento compreendido na massa insolvente, a suspensão da liquidação e a criação de um plano de recuperação.

O documento tem como objectivo promover a continuidade das operações do insolvente MMC e assegurar o pagamento dos credores.

O plano passa pela conversão de créditos em capital social de cerca de 140 entidades, pela redução de custos, pela racionalização do espaço físico do MMC, pela recuperação de créditos (cerca de um milhão de euros do Governo Regional) e pela amortização do valor em dívida em prestações mensais e sucessivas que variam entre as 150 e as 10 dependendo do valor.

Os cinco maiores credores são o Banco Santander Totta (5,4 milhões de euros), o Centro de Segurança Social (632 mil euros), a Imobiliária Hospital Velho (161 mil euros), a Sociedade Clínica Hospitalar (60 mil euros) e a Empresa de Electricidade da Madeira (46 mil euros).

Os valores em dívida ascendiam a 10 milhões de euros.

Saúde Pública

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