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Plano Regional de Saúde nos Açores entra em vigor em Fevereiro
DATA
18/01/2014 08:11:09
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Plano Regional de Saúde nos Açores entra em vigor em Fevereiro

[caption id="attachment_5983" align="alignleft" width="300"]hospitaldahorta Organizado em quatro eixos estratégicos e em várias áreas de intervenção, o director regional sublinhou que "do ponto de vista técnico", o documento "está bastante bem fundamentado", considerando que "os próprios profissionais também se identificaram provavelmente com esta nova visão e com esta nova estratégia" e por isso "não fizeram grandes sugestões"[/caption]

O Plano Regional de Saúde, nos Açores, organizado em quatro eixos estratégicos, "entra em vigor em Fevereiro", depois de ter recolhido "cerca de 10 contributos" públicos, avançou hoje o director regional do sector.

“A consulta pública termina hoje ao final do dia e até ao momento no portal do Governo [Regional] recebemos cerca de 10 contributos todos direccionados para questões mais técnicas e alguns esclarecimentos”, disse à Lusa Armando Almeida, acrescentando que as sessões de esclarecimento nas unidades de saúde de ilha foram também "muito participadas".

Organizado em quatro eixos estratégicos e em várias áreas de intervenção, o director regional sublinhou que "do ponto de vista técnico", o documento "está bastante bem fundamentado", considerando que "os próprios profissionais também se identificaram provavelmente com esta nova visão e com esta nova estratégia" e por isso "não fizeram grandes sugestões".

Armando Almeida adiantou ainda que no dia 30 de Janeiro o plano "vai ao Conselho Regional de Saúde", indicando ainda que será feita "uma redacção final" com base nos contributos recolhidos, embora "as alterações sejam de pormenor".

O director regional da Saúde frisou ainda que se trata de um plano "dinâmico", pelo que "a qualquer momento poderá ser reformulado e reestruturado, não nos seus princípios de base, mas nalgumas das áreas de intervenção", até "tendo por base também o diagnóstico de saúde da população da região" que a tutela espera iniciar "ainda no primeiro semestre deste ano".

“Vamos realizar pela primeira vez um inquérito regional de saúde na região, à semelhança do inquérito nacional, e esperamos ter uma série de informação que nos permita fazer pequenos ajustes no documento”, disse.

O inquérito, cuja amostra ainda está a ser definida, será feito por "entrevistadores devidamente acreditados" e será aplicado num grupo restrito da população, segundo Armando Almeida.

Questionado a pronunciar-se sobre o documento, o presidente da Ordem dos Médicos nos Açores, Jorge Santos, manifestou à Lusa reservas em relação à metodologia que foi seguida, mas não em relação aos conteúdos.

“Parece-nos um enunciado de marcadores que não corresponde propriamente a um plano mas estamos ainda a estudar”, referiu Jorge Santos, salientando que "o conselho [médico] ainda não se reuniu para tomar uma posição, mesmo interna, sobre este assunto.

“Ainda não fizemos uma discussão final sobre o assunto e logo que a façamos, e se considerarmos adequado, nós pronunciar-nos-emos”, disse.

De acordo com o director regional da Saúde, "foram convidados todos os grupos profissionais a participarem e qualquer ordem profissional podia dar o seu contributo", mas disse que "não havia" obrigatoriedade de submeter o documento a nenhuma das ordens profissionais.

Contactada pela Lusa, a Ordem dos Enfermeiros recusou para já pronunciar-se sobre o assunto, remetendo para mais tarde uma eventual posição sobre o documento.

Saúde Pública

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