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Testes para confirmar predisposição para certas doenças podem sobrecarregar SNS
DATA
20/01/2014 12:36:11
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Testes para confirmar predisposição para certas doenças podem sobrecarregar SNS

[caption id="attachment_6014" align="alignleft" width="300"]espera1 Mara Almeida dá como exemplo os testes preditivos, que algumas empresas – nacionais e internacionais – apresentam como capazes de identificar a predisposição para algumas doenças. Segundo Mara Almeida, os utentes podem querer confirmar os resultados junto dos médicos dos centros de saúde e hospitais, o que pode levar a uma sobrecarga destes serviços públicos.[/caption]

A coordenadora nacional do projecto europeu PACITA, destinado a aumentar a capacidade e a melhorar os meios institucionais na formulação de políticas para questões que envolvam ciência, tecnologia e inovação, Mara Almeida, afirma que o recurso a testes para confirmar a predisposição para certas doenças pode conduzir a uma sobrecarga do Serviço Nacional de Saúde.

A propósito de um encontro que teve lugar sábado na Assembleia da República, com o objectivo de lançar a discussão política relativamente à temática da genómica humana, Mara Almeida disse que são muitos os desafios nesta área.

A este propósito, deu o exemplo dos testes preditivos, que algumas empresas – nacionais e internacionais – apresentam como capazes de identificar a predisposição para algumas doenças. Segundo Mara Almeida, os utentes podem querer confirmar os resultados junto dos médicos dos centros de saúde e hospitais, o que pode levar a uma sobrecarga destes serviços públicos.

Mas existem mais questões para as quais os decisores políticos têm de ter uma resposta, como a forma de usar a sequenciação do genoma humano. “Vai chegar uma altura em que qualquer unidade de saúde poderá sequenciar o material genético (DNA). É preciso abordar questões como os custos, as questões éticas, o seu contexto”, disse.

No evento marcaram presença deputados de diferentes Estados-membros da União Europeia, do Parlamento Europeu, investigadores e especialistas nacionais e europeus.

A nível nacional estiveram presentes representantes de diversas instituições na área da saúde e investigação, como Constantino Sakellarides, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), João Lavinha, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), e Jorge Sequeiros, do Centro de Genética Preditiva e Preventiva.

O evento contou ainda com a presença de associações de doentes, como a Aliança Portuguesa de Associações das Doenças Raras e a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal.

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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