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Centro Hospitalar do Oeste reduz listas de espera e aumenta cirurgias
DATA
20/01/2014 12:45:24
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Centro Hospitalar do Oeste reduz listas de espera e aumenta cirurgias

[caption id="attachment_5366" align="alignleft" width="300"]centrohospitalardooeste O CHO conseguiu reduzir a dívida de 43 milhões de euros em 2010 para cinco milhões de euros no final de 2013. O prazo médio de pagamento aos fornecedores diminuiu de 322 dias em 2010 para 85 dias no final do passado mês de Novembro, revelou ainda o administrador. A gestão racional dos recursos disponíveis permitiu ainda investir 350 mil euros em novas instalações e equipamentos na unidade das Caldas da Rainha[/caption]

Um ano depois de ser criado, o Centro Hospitalar do Oeste (CHO) reduziu as listas de espera e a dívida a fornecedores e aumentou o número de médicos por especialidade e de doentes operados, divulgou a administração.

“Houve ganhos em saúde bastante significativos para os utentes que passaram a ser tratados mais depressa” afirmou o presidente do Conselho de Administração (CA) do CHO, Carlos Sá, considerando “positivo o balanço do primeiro ano de actividade da instituição que congrega os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche.

Entre os dados que sustentam o optimismo do CA, contam-se a diminuição da lista de espera em 15,7%, relativamente a 2012, o que significa “menos 2.145 utentes à espera de consulta no total das especialidades”.

Menor é também a lista de inscritos para cirurgia que, segundo o CA, “diminuiu 32% em relação a 2012”, depois de em 2013 terem sido operados mais 794 utentes.

Resultados que Carlos Sá diz serem “ também fruto do aumento do número de médicos por especialidade”, num ano em foram contratados 18 médicos e saíram apenas sete.

Os dados foram na sexta-feira apresentados ao executivo da câmara das Caldas da Rainha durante uma visita ao hospital local, promovida no âmbito da política de envolvimento das autarquias e movimentos cívicos dos concelhos serviços pela instituição.

Durante a reunião o CA apresentou igualmente os resultados financeiros dos últimos três anos, sublinhando a redução da dívida de “43 milhões de euros em 2010 para cinco milhões de euros no final de 2013”.

O prazo médio de pagamento aos fornecedores diminuiu de 322 dias em 2010 para 85 dias no final do passado mês de Novembro, revelou ainda o administrador.

“A gestão racional dos recursos disponíveis permitiu ainda investir 350 mil euros em novas instalações e equipamentos na unidade das Caldas da Rainha”, acrescentou aludindo à remodelação do Serviço de Radiologia, à separação da ala de Ginecologia da Obstetrícia, às novas instalações da consulta externa de Pediatria, à retoma da especialidade de Oftalmologia e às novas instalações da Medicina Transfusional.

O CHO resultou da junção, em Novembro de 2012, do Centro Hospitalar do Oeste Norte (que integrava os hospitais [termal e distrital] das Caldas da Rainha e os hospitais de Peniche e Alcobaça) com o Centro Hospitalar de Torres Vedras (composto pelo hospital distrital e o hospital José Maria Antunes).

No âmbito do processo de fusão os utentes do hospital de Alcobaça (com excepção das freguesias de Alfeizerão, Benedita e S. Martinho do Porto) passaram a referenciar ao Hospital de Santo André, em Leira.

No CHO ficaram as unidades de Torres Vedras, Caldas da Rainha e Peniche, abrangendo uma população de 292.500 habitantes destes três concelhos e dos de Bombarral, Cadaval, Lourinhã e parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra (com excepção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro).

 

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