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Governo açoriano anuncia novo "paradigma" no financiamento do combate à toxicodependência
DATA
10/02/2014 14:59:16
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Governo açoriano anuncia novo "paradigma" no financiamento do combate à toxicodependência

[caption id="attachment_6614" align="alignleft" width="300"]toxicodependencia Para o secretário regional da Saúde, o investimento "não pode passar apenas por programas de prevenção" e disse que o Governo Regional "está a investir cada vez mais nos programas que dão garantia de retorno e com impacto na população"[/caption]

O secretário regional da Saúde dos Açores assinou hoje protocolos de meio milhão de euros para o combate à toxicodependência e anunciou mais 100 mil para novos programas de prevenção, prometendo "uma mudança de paradigma" no financiamento desta área.

"Hoje é dado um passo para redefinir as estratégias e também uma alteração clara do paradigma de financiamento por parte do Governo nas parcerias na área da saúde e da área da segurança social, já que o investimento passa a ser feito directamente por utente num conjunto agregado de serviços", disse Luís Cabral.

o titular pela pasta da Saúde nos Açores falava na assinatura de protocolos de cooperação com a Associação Regional de Reabilitação e Integração Sociocultural dos Açores – ARRISCA, no montante de meio milhão de euros para o combate às toxicodependências.

À margem da assinatura dos protocolos, disse ainda aos jornalistas que vai ser lançado "em breve” um programa, "em parceria com as escolas, para evitar a exposição dos mais jovens ao fumo do tabaco".

Luís Cabral disse que o protocolo hoje assinado "altera um pouco o paradigma dos habituais financiamentos" dentro desta área, salientando que o executivo açoriano vai apostar numa distribuição das verbas disponíveis por investimento por utente.

"Ou seja, o acordo hoje reflecte um investimento previsível por utente para financiar o seu tratamento conjunto", disse, explicando que o tratamento de cada utente "tem um preço variável" consoante seja presencial na sede da instituição ou nas unidades móveis.

Para o secretário regional da Saúde, o investimento "não pode passar apenas por programas de prevenção" e disse que o Governo Regional "está a investir cada vez mais nos programas que dão garantia de retorno e com impacto na população".

Luís Cabral salientou ainda que o Governo açoriano pretende também "colaborar mais com as entidades nacionais e internacionais" que têm programas desenvolvidos nesta área.

"Não vale a pena estarmos aqui nos Açores a desenvolver programas autónomos quando já existem programas nacionais e internacionais bem desenhados e com resultados", frisou.

A presidente da direcção da ARRISCA, Suzete Frias, disse que associação vai aplicar o montante em "programas livres de drogas e no programa de manutenção por substituição opiácea".

De acordo com Suzete Frias, o número de utentes assistidos "tem vindo a aumentar", mas isso "não significa que o fenómeno esteja a piorar".

Segundo indicou, a associação terminou 2013 com 1.435 utentes, número que já está perto de atingir este ano, "incluindo doentes que transitaram para este ano e novas entradas".

Suzete Frias adiantou que 2014 "vai ser um ano centrado em estratégias que não tragam custo", salientando a aposta em parcerias com os recursos comunitários que "possam trazer de algum modo algum alívio da sobrecarga sem diminuir a qualidade no atendimento".

A responsável frisou que a instituição não se limita só a fazer consultas e a dar medicação, mas "dá competências aos doentes para que depois se possam integrar na sociedade e até no mercado de trabalho" e trabalha também com as famílias.

 

 

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Editorial
Rui Nogueira
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“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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