Alfândega da Fé: Assembleia Municipal exige "solução urgente" para falta de médicos
DATA
06/03/2014 10:11:13
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Jornal Médico
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Alfândega da Fé: Assembleia Municipal exige "solução urgente" para falta de médicos

csalfandegadafeA Assembleia Municipal de Alfândega da Fé, no distrito de Bragança, aprovou uma moção a reclamar a resolução urgente da falta de médicos no Centro de Saúde do concelho, denunciando que existem “períodos sem qualquer clínico”.

O documento aprovado por unanimidade na última reunião foi enviado à Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, ao ministro da Saúde e à presidente da Assembleia da República.

Contactada pela Lusa, a administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE) desmente a alegada falta de médicos e adianta que reforçou o atendimento na “consulta aberta” para “garantir o normal funcionamento”.

A moção da Assembleia Municipal é a segunda iniciativa deste órgão autárquico de maioria socialista, que há um ano já tinha remetido um ofício à ULSNE alertando para o mesmo problema.

No documento é manifestada a “preocupação” deste órgão autárquico com a “existência de vários períodos ao longo da semana sem médicos na "consulta aberta" e com o facto de haver períodos em que não se encontra qualquer clínico no Centro de Saúde” de Alfândega da Fé.

O texto lembra que a ULSNE já tinha sido alertada para o problema e que “em vez de melhorar tem vindo a agravar-se”.

Os subscritores reconhecem que “não há utentes a descoberto” nesta unidade de saúde, porém “recentemente, um dos médicos com mais utentes ficou doente, prevendo-se um período de recuperação de meses”, pelo que, defendem é “urgente a sua substituição até ao seu retorno ao activo”.

“Sendo a situação descrita como muito grave e previsivelmente prolongada no tempo, vimos pedir a máxima urgência na resolução deste problema, porquanto os utentes dos serviços de saúde do nosso concelho não merecem continuar a ser votados ao ostracismo”, lê-se na moção, aprovada por unanimidade.

Em resposta por escrito, a administração da ULSNE começa por garantir que este Centro de Saúde “disponibiliza a cobertura integral de cuidados aos 5.172 habitantes do município de Alfândega da Fé, com um rácio de um médico para 1.293 utentes, enquanto que o “considerado adequado é de um médico para 1.550”.

Estes números atestam, para aquela entidade, “que não se verifica a alegada falta de médicos” e explica que dos cinco clínicos do quadro de pessoal, um está a exercer funções de presidente da Câmara, a socialista Berta Nunes, e outro encontra-se de baixa médica.

A administração da ULSNE assegura que adoptou “desde logo, medidas no sentido de garantir o normal funcionamento do centro”, nomeadamente “foi reforçado o apoio à consulta aberta”, que funciona entre as 08:00 e as 22:00, com o apoio de mais dois médicos, dos centros de saúde de Mirandela e Carrazeda de Ansiães.

A administração da entidade que gere as unidades de saúde da região rejeita “falhas no atendimento” e adianta que “está a proceder a uma reorganização”, no sentido de o Centro de Saúde “mais eficiente, através de uma melhor programação e aproveitamento dos recursos existentes”.

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Editorial | Jornal Médico
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