Dia Mundial do Não Fumador: SPP alerta para riscos do tabagismo
DATA
17/11/2015 11:29:18
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Jornal Médico
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Dia Mundial do Não Fumador: SPP alerta para riscos do tabagismo

tabaco

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alertou hoje para os fatores de risco associados ao consumo de tabaco, seja através de cigarros tradicionais ou eletrónicos, salientando que a prevalência de fumadores em Portugal era, em 2014, de 25%.

Em declarações à agência Lusa, na véspera de mais um Dia Mundial do Não Fumador, que se comemora hoje, a coordenadora da Comissão de Trabalho de Tabagismo da SPP, Ana Figueiredo, disse que o tabagismo "é a principal causa de doenças respiratórias em Portugal e em todo o mundo".

A especialista adiantou que a incidência das doenças respiratórias pode ser reduzida através da cessação tabágica, que não deve passar pelo uso do cigarro eletrónico.

“Há estudos que apontam para o facto de os cigarros eletrónicos poderem causar doenças. Lembro que as pessoas inalam o vapor, que pode fazer mal. Muitas pessoas acham que faz menos mal, mas na verdade não sabemos ao certo”, explicou.

No entender da especialista, os portugueses continuam a eleger o tabaco tradicional para os seus consumos de fumadores.

“Houve uma altura, quando os cigarros eletrónicos apareceram, em que as pessoas aderiram e tornou-se uma moda. Mas não nos pareceu que em Portugal fosse uma epidemia tão importante como em outros países. Contudo, não temos dados específicos sobre o número de pessoas que usam os cigarros eletrónicos", referiu.

Na opinião de Ana Figueiredo, independentemente dos estudos e da evidência, as pessoas têm de ter é a noção de que "fumar faz mal".

“Há estudos que dizem que os cigarros eletrónicos podem causar doenças, mas, acima de tudo, o que é importante ter em conta é que o cigarro não é bom. O ideal era não fumarem nada”, vincou.

A coordenadora da Comissão de Trabalho de Tabagismo da SPP lembrou que, segundo dados do Eurobarómetro, a prevalência de fumadores em Portugal era de 25% em 2014 e de 23% em 2013.

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Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.