Bastonária dos Farmacêuticos: “Farmácia de Santa Maria é exemplo centrado no cidadão”
DATA
13/07/2016 12:13:15
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Jornal Médico
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Bastonária dos Farmacêuticos: “Farmácia de Santa Maria é exemplo centrado no cidadão”

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A nova farmácia do ambulatório do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, foi considerada a "prova viva" de um serviço criado com a preocupação de colocar o cidadão no centro das atenções, por parte da bastonária da Ordem dos Farmacêuticos (OF).

Ana Paula Martins falou no final de uma visita às novas instalações para dispensa de medicamentos aos doentes em ambulatório, inserida no âmbito dos roteiros farmacêuticos que está a promover desde que tomou posse como bastonária.

Aquando da sua tomada de posse, a bastonária da OF havia afirmado que o grande desafio da Ordem é o de colocar o doente em primeiro lugar, promover a cooperação em vez da competição entre profissionais de saúde, assim como apostar numa maior garantia da segurança dos medicamentos e maior envolvimento dos farmacêuticos no sistema de saúde.

Na visita realizada ontem à nova farmácia do Santa Maria, esta responsável afirmou: “Estamos num espaço inovador, naquele que continua a ser um centro hospitalar [Lisboa Norte] que nos garante o mais importante do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Esta é a prova de um espaço requalificado para servir os doentes, com serviços farmacêuticos de referência, bem como serviços e experiências únicos e inovadores”.

Ana Paula Martins afirmou que os farmacêuticos hospitalares colaboram com outros profissionais há muito tempo e nota-se um maior envolvimento nas equipas hospitalares, acrescentando que há que cooperar, “sem atitudes corporativas, porque o espaço é do cidadão”.

As novas instalações para dispensa de medicamentos em ambulatório foram criadas num espaço exterior em que os cidadãos não precisam de entrar no hospital para levantar os seus medicamentos e são atendidos por profissionais de excelente qualidade.

O presidente do concelho de administração do Hospital de Santa Maria, Carlos Martins, referiu que na farmácia do ambulatório são atendidos diariamente mais de 400 cidadãos. “Cumprimos a nossa missão, em termos de património público e de humanização dos serviços”, acrescentou o responsável.

Para Ana Paula Martins, este exemplo confirmou as dúvidas que a Ordem tinha em termos de viabilidade de uma farmácia comercial num espaço hospitalar, o que acabou por resultar de forma bastante positiva.

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Editorial | Jornal Médico
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