Algarve é a região do País que mais utiliza a prescrição desmaterializada
DATA
16/08/2016 11:50:42
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Jornal Médico
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Algarve é a região do País que mais utiliza a prescrição desmaterializada

prescrição eletronica

Mais de 90% das receitas prescritas nos serviços públicos e mais de 30% das receitas prescritas nos serviços privados são já “receitas sem papel” no Algarve, região que assim encabeça o ranking nacional no que concerne à prescrição desmaterializada.

A notícia é avançada pela Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, no seu website, e dá conta dos resultados apresentados numa reunião de representantes dos setores público e privado que decorreu, a 11 de agosto, na sede daquela ARS, promovida pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), com o objetivo de incentivar os prescritores de todos os setores para a utilização da receita sem papel, integrando desta forma em todas as unidades de saúde a nível nacional a utilização da prescrição desmaterializada.

Desde o dia 3 de fevereiro de 2016 que a prescrição sem papel se encontra a funcionar no Algarve, com o arranque a ter sucedido na Unidades de Saúde Familiar (USF) Mirante e na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Olhão, do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Central. O Algarve está atualmente no topo de ranking de utilização no país com 30% de utilização no setor privado, quando a média nacional está abaixo dos 20%, segundo o coordenador da área de Sistemas de Prescrição e Dispensa dos SPMS, António Alexandre.

“Um em cada três embalagens foram prescritas de forma desmaterializada aqui no Algarve”, realça, sublinhando que “a meta é chegar a 100%” em breve em toda a região, o que já acontece em “muitas das instituições”.

Sendo obrigatória a prescrição por via eletrónica desde o dia 1 de abril de 2016, no âmbito do SNS, para os prescritores privados, a data é 1 de setembro, quando se torna obrigatória para todas as entidades. Os SPMS fornece a estrutura central que permite o acesso às prescrições sendo que a utilização dessa plataforma é a única maneira de proceder por via eletrónica.

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Editorial | Jornal Médico
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