Centros de saúde abertos na passagem de ano para responder à gripe
DATA
30/12/2016 11:56:27
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Jornal Médico
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Centros de saúde abertos na passagem de ano para responder à gripe

Quarenta e seis centros de saúde (CS) estarão abertos amanhã e 19 no domingo, dia 1 de janeiro, na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), com vista a dar resposta ao aumento da procura de cuidados de saúde devido à gripe.

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) de LVT, Luís Pisco, confirmou uma “grande afluência” aos CS e aos hospitais devido à gripe, que “chegou mais cedo” este ano.
“Os CS têm uma rede para atender casos de doença aguda, à qual as pessoas podem recorrer se não tiverem necessidade de ir ao hospital”, disse.
Segundo Luís Pisco, durante os dias da semana existem 31 locais da região que estão abertos após as 20 horas.
A título de exemplo, o responsável disse que, no passado dia 26, foram realizadas 1.800 consultas nos CS nesses locais. Na terça-feira, foram feitas nos CS da ARS de LVT 36 mil consultas: 34.500 das 8:30 às 20 horas e 1.400 após as 20 horas.
Questionado sobre a capacidade de resposta, Luís Pisco disse que os casos estão a ser monitorizados e que as equipas poderão ser reforçadas caso seja necessário.
“Se houver mais procura estamos preparados para reforçar as equipas e assim as pessoas não deixarem de ser atendidos”, adiantou o responsável.

Algarve: horário alargado durante o inverno

Cinco CS algarvios vão funcionar em horário alargado, até às 22 horas, durante o período de inverno, para reforçar o atendimento em caso de um eventual surto de gripe, informou a autoridade de saúde local.
Os CS com horário prolongado são os de Portimão, Lagoa, Silves, Faro e Olhão, podendo a medida ser alargada a outras unidades, dependendo da afluência, informou em comunicado a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve.
Em articulação com os estabelecimentos de saúde, aquela está a monitorizar a afluência aos cuidados de saúde primários (CSP) e urgências hospitalares, "de modo a avaliar a necessidade de reforço de recursos humanos ou alargamento de horário, para fazer face a um eventual acréscimo/fluxo de utentes aos serviços de saúde e responder atempadamente à possibilidade de um pico do surto gripal".
A medida insere-se no Plano de Contingência para Temperaturas Extremas Adversas (PCTEA) – Módulo Inverno 2016/2017, e tem como objetivo reforçar "a prestação de cuidados de saúde à população, nomeadamente, nos casos de doença aguda, como gripe e infeções respiratórias".
Assim, a consulta aberta nos CS de Faro e Olhão funcionará, todos os dias, das 9 às 22 horas. No caso dos CS de Portimão e Silves funcionará, também todos os dias, mas das 8 às 22 horas. Já no CS Lagoa, o horário será das 14 às 22 horas, nos dias úteis.
A ARS do Algarve recomendou ainda que, no caso de os utentes sentirem os primeiros sintomas de gripe, como tosse, dores de cabeça, febre, mal-estar e dores musculares, deverão contactar a linha de Saúde 24 (808 24 24 24), para posterior encaminhamento. E apela para a importância da vacinação contra a gripe, sobretudo nas pessoas a partir dos 65 anos ou que pertençam a grupos de risco (doentes crónicos e imunodeprimidos, a partir dos seis meses de idade, grávidas, profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados).

Baixo Mondego: quase mil consultas nos CS a 26 de dezembro

Os CS do Baixo Mondego realizaram quase um milhar de consultas por doença aguda no passado dia 26 de dezembro, 270 das quais foram feitas em Coimbra, números da Administração Regional de Saúde (ARC) do Centro.
Em comunicado, aquela ARS explica que os CS do Baixo Mondego estiveram excecionalmente abertos na passada segunda-feira, no âmbito do PCTEA - Módulo Inverno 2016/2017, realizando 967 consultas.
"Face ao período de baixas temperaturas e ao aumento significativo de procura de serviços de saúde, quer a nível das urgências hospitalares, quer dos cuidados de saúde primários, a medida de abrir os centros de saúde de Coimbra, no dia 26, revelou-se eficaz, evitando a deslocação de perto de três centenas de doentes à urgência hospitalar", esclareceu o presidente da ARS do Centro, José Tereso.
O responsável sublinha que as unidades dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) da região Centro – Baixo Mondego, Baixo Vouga, Cova da Beira, Pinhal Interior Norte, Pinhal Litoral e Dão Lafões – "estão a desenvolver estratégias locais que permitem aumentar a acessibilidade dos utentes e a capacidade de resposta dos cuidados de saúde primários".
Nesse sentido, acrescenta, regista-se já um aumento diário de vagas para consulta de agudos, maior disponibilidade das equipas de saúde e aumento do número de médicos em escala de consulta aberta destinada à doença aguda.
O presidente da ARS do Centro aconselha a população a dirigir-se, "com confiança, aos seus centros de saúde, às unidades de saúde familiar, às unidades de cuidados de saúde personalizados que estão preparados para responder, com eficácia e eficiência, a situações não urgentes, como a síndrome gripal ou a infeção respiratória".

O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
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Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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