Região Centro inicia formação de 106 internos de MGF
DATA
04/01/2017 10:08:09
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Jornal Médico
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Região Centro inicia formação de 106 internos de MGF

A região Centro vai ter este ano 106 novos internos de Medicina Geral e Familiar (MGF) em formação, de acordo com anúncio feito ontem na sessão de receção aos clínicos, em Coimbra.

O número de clínicos de MGF, que agora iniciam a formação em diversas unidades de saúde da região, representam um aumento de “mais de 30% em relação ao ano anterior” (em que começaram a formação 81 licenciados) e também um grande esforço.

Nas palavras do coordenador do Internato de MGF da Zona Centro, Rui Nogueira, esse esforço, que está “definido e estruturado”, tem de “ser feito, para preparar o futuro”, disse Rui Nogueira, coordenador do Internato de Medicina Geral e Familiar da Zona Centro. As declarações surgiram durante aquela sessão, no auditório do Polo B da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra.

À semelhança daquela que é a realidade no resto do país, a formação de novos médicos em medicina interna e familiar “tem vindo a crescer na região Centro e fazemos questão que assim continue a ser por mais um ou dois anos”, mas, depois, “não faz sentido” manter essa tendência.

De acordo com as projeções, em 2021 (altura em que grande parte dos médicos que agora começam a formação deverão entrar em funções), Portugal deverá debater-se com falta de clínicos desta área, já que esse ano coincide com “um pico de aposentações de médicos” atualmente em funções, sublinhou.

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, José Tereso, apelou aos novos médicos que, durante a formação, sejam persistentes e alertou para as “muitas dúvidas que, ao longo do tempo” lhes irão surgir, mas assegurando que terão sempre “os responsáveis ao seu lado”.

“É difícil hoje ser médico”, advertiu José Tereso, reconhecendo, no entanto, que “hoje é muito difícil [exercer] qualquer profissão”.

Nas palavras do presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, a importância do papel do interno e do médico de família, desde logo por ser o primeiro a contactar e o clínico mais próximo do doente.

A exigência destas funções impõe que o médico seja também muito exigente para com os responsáveis e os serviços, advertiu.

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Editorial | Jornal Médico
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