Câmara Municipal de Miranda do Douro reclama reabertura do Serviço de Atendimento Permanente
DATA
11/01/2017 10:31:03
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Jornal Médico
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Câmara Municipal de Miranda do Douro reclama reabertura do Serviço de Atendimento Permanente

O presidente da Câmara de Miranda do Douro, no distrito de Bragança, reclamou ontem a reabertura do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde local, encerrado com a Reforma da Saúde de 2008.

Em declarações à Agência Lusa, o socialista Artur Nunes disse que “há uma necessidade de rever os protocolos assinados entre o Governo e as autarquias relativamente a reorganização do sistema de saúde em todo o distrito e que ditou o encerramento de um conjunto de SAP, incluído o Miranda do Douro".

Para o autarca de Miranda do Douro “é tempo de fazer uma reavaliação ao estado da saúde no distrito de Bragança e equacionar, de uma vez por todas, a abertura dos Centros de Saúde durante o período noturno".

Ainda segundo Artur Nunes, o Governo não pode avançar com a atribuição de competências às autarquias, sem que em matéria de saúde não seja revista a dotação dos Centros de Saúde de médicos ou enfermeiros e a possibilidade de fazer exames complementares de diagnóstico, a fim de evitar deslocações aos hospitais regionais e nacionais.

"Pretendemos oferecer às populações que vivem em territórios do interior, uma maior proximidade com os serviços de saúde, já que há um elevado número de envilecimento populacional, e em alguns casos sem capacidade de mobilidade", indicou.

No caso de Miranda do Douro, as deslocações para Bragança, fazem-se algumas vezes por estradas espanholas devido ao traçado "sinuoso das rodovias portuguesas", que fazem a ligação à capital de distrito, disse.

No distrito de Bragança foram encerrados em 2008 SAP nos concelhos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Vimioso e Vinhais".

O encerramento dos SAP levou, à época a um conjunto de manifestações populares.

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Editorial | Jornal Médico
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Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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