Fundação Portuguesa do Pulmão lança alerta sobre perigos da pneumonia pneumocócica
DATA
11/01/2017 12:14:17
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Jornal Médico
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Fundação Portuguesa do Pulmão lança alerta sobre perigos da pneumonia pneumocócica

A gripe aumenta o risco de pneumonia pneumocócica dezenas de vezes. Embora não seja sazonal, e se registem casos de Pneumonia ao longo dos 365 dias do ano, é na época de incidência da gripe que se dá o maior número de episódios. A vacinação antipneumocócica é a melhor forma de prevenir a pneumonia, doença que, todos os dias, leva à morte de 16 pessoas. 

A Fundação Portuguesa do Pulmão está a lançar um alerta para a necessidade de vacinação antipneumocócica como medida de combate contra o risco agravado de uma doença que, todos os dias, vitima mortalmente 16 pessoas.

“Estamos prestes a assistir ao pico da incidência da gripe e com ele aumentará, também, o número de casos de Pneumonia. Só por si, a gripe intensifica o risco de pneumonia”, explicou o presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão, José Alves.

Os sintomas da gripe podem ser semelhantes aos da pneumonia e, por vezes, a maioria da população tem dificuldade em distingui-los podendo, por isso, subvalorizar situações potencialmente graves.

Os quadros de pneumonia e gripe uma vez confundidos, podem atrasar a procura de ajuda médica. Tosse com expetoração, febre, calafrios, falta de ar, dor no peito quando se inspira fundo, vómitos, perda de apetite e dores no corpo são sintomas possíveis da Pneumonia, que podem surgir como complicação de uma Gripe. Devemos estar particularmente atentos a quadros de Gripe que não apresentem melhorias, ou que vão piorando de forma continuada.

“A prevenção continua a ser a melhor solução para travar esta doença», continua José Alves. O conhecimento dos sintomas, o recurso atempado aos cuidados médicos, à vacinação contra a gripe, e a vacinação antipneumocócica poderão fazer a diferença entre», alerta o Presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão.

O pneumococo é o responsável por, aproximadamente, 1.6 milhões de mortes por ano em todo o mundo, sendo, por isso, uma das principais causas de morte preveníveis através de vacinação. Em Portugal, custa uma média de 80 milhões de euros por ano, o que significa que, por dia, se gastam 218 mil euros apenas com tratamento e internamento. Custos indiretos, como o absentismo laboral, não estão contemplados nestes cálculos.

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Editorial | Jornal Médico
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