Região de Lisboa terá 10 novas Unidades de Saúde Familiar em 2017
DATA
12/01/2017 10:53:13
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Jornal Médico
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Região de Lisboa terá 10 novas Unidades de Saúde Familiar em 2017

A região de Lisboa e Vale do Tejo terá 10 novas Unidades de Saúde Familiar (USF) modelo A em 2017, ano em que estarão em construção 22 novos centros de saúde.

Em comunicado enviado ontem, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) acrescenta ainda que vai passar oito USF já existentes para modelo B, situação que contempla equipas com maior amadurecimento organizacional e maiores exigências de contratualização, garantem maior disponibilidade e flexibilidade para atingir níveis avançados de acesso para os utentes, elevado desempenho clínico e eficiência económica.

O modelo A de USF corresponde a uma fase de aprendizagem e de aperfeiçoamento do trabalho em equipa de saúde familiar, ao mesmo tempo que constitui um primeiro contributo para o desenvolvimento da prática da contratualização interna.

Lisboa e Vale do Tejo terá este ano 22 novos centros de saúde em construção: Algés, Ourém, Pinhal Novo, Peniche, Corroios, Sesimbra, Agualva, Algueirão, Queluz, Sintra, Torres Novas, Ventosa, Barcarena, Rossio ao Sul do Tejo, Benedita, Águas Livres, Venteira, Cadaval, Chamusca, Mafra Leste, Mafra Norte e Nazaré.

Segundo a ARSLVT, cinco destes centros de saúde – Algés, Queluz, Barcarena, Benedita e Mafra Leste -, “irão abrir ainda este ano”, enquanto a abertura dos restantes está prevista para 2018.

A nota refere que vão ser elaborados projetos de execução para oito novos centros de saúde, em parceria com as respetivas autarquias: Setúbal, Almargem do Bispo, Mina de Água, Samora Correia, Caldas da Rainha, Vialonga, Baixa da Banheira e Santa Iria da Azoia.

No concelho de Lisboa devem estar concluídos os projetos para cinco novos centros de saúde, em parceria com a autarquia lisboeta: Campo de Ourique, Campolide, Montinho de S. Gonçalo (Alta de Lisboa), Parque das Nações e Benfica.

Em 2017, a ARSLVT pretende aumentar a cobertura da população com médico de família, reforçar as consultas de médico-dentista nos centros de saúde, alargar os rastreios de saúde de base populacional iniciados em 2016, e lançar novos programas, nomeadamente de rastreio dos cancros da mama, cólon e reto e colo do útero.

Outros dos objetivos é o de prosseguir a dotação dos centros de saúde da região com meios complementares de diagnóstico e terapêutica, designadamente radiologia, eletrocardiograma, análises clínicas, espirometria e retinografia.

A ARSLVT tem a intenção de, em 2017, proceder à renovação e modernização da rede de climatização em unidades de três agrupamentos de centros de saúde, assim como a reestruturação do parque informático e a aquisição de 2.500 novos computadores.

Num balanço de 2016, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo diz que “aprofundou o trabalho de reforma, modernização e reforço da prestação integrada de cuidados de saúde aos cidadãos na região”.

Entre as medidas desenvolvidas está o “aumento da cobertura da população da região (3,6 milhões) por médico de família; mais 142 médicos de medicina geral e familiar, o que permitiu, segundo a ARSLVT, “aumentar a taxa de cobertura para 81,4% (relativamente a 2015)”.

Em 2016, foram abertas 10 novas USF modelo A, outras quatro USF modelo B, concretizou-se a abertura de quatro novos centros de saúde e foram elaborados 20 projetos de execução de novos centros de saúde, na sua maioria em parceria com os municípios locais.

25 USF modelo B homologadas em 2016

Em comunicado de imprensa enviado à redação do Jornal Médico ontem, o Ministério da Saúde fez um balanço de um total de 25 USF modelo B homologadas em 2016. “O número de USF que transitaram para modelo B, 25 em 2016, foi o maior dos últimos anos: 19 em 2013, 12 em 2014 e 15 em 2015. (…) As 25 USF homologadas em 2016 distribuem-se por todas as Administrações Regionais de Saúde: 14 na ARS Norte, 4 na ARS Centro e 4 na ARS LVT, 1 na ARS Alentejo e 2 na ARS Algarve”, defendeu estimando que a efetivação deste processo tenha permitido um ganho de cobertura de “mais 10.369 cidadãos, com atribuição de uma equipa de saúde familiar e efetivos ganhos assistenciais”.

“No mesmo período foram também criadas 30 novas USF modelo A, que passaram a cobrir mais 53.798 utentes do que as Unidades de Cuidados de Saúde Primários (UCSP) que as antecederam”, conclui o comunicado reforçando o objetivo da tutela de continuar a “aposta no relançamento da reforma dos Cuidados de Saúde Primários, fundamental para a promoção da equidade e garantia da sustentabilidade do Serviço Nacional Saúde (SNS)”.

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Editorial | Jornal Médico
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Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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