Especial - Eleições na Ordem dos Médicos 2017: Álvaro Beleza
DATA
16/01/2017 09:04:00
AUTOR
Jornal Médico
Especial - Eleições na Ordem dos Médicos 2017: Álvaro Beleza

Saiba o que pensa Álvaro Beleza acerca dos temas quentes da Medicina e quais os pontos-chave da sua campanha. Até 19 de janeiro, acompanhe diariamente as nossas atualizações e explore um tema por dia. 


 PONTO-CHAVE DA CAMPANHA/MENSAGEM AOS COLEGAS

É necessário preparar a OM para um novo ciclo que a coloque sem reservas no século XXI. Este novo ciclo terá três eixos muito fortes: 1º - Afirmar a dimensão humanista da Medicina e defender os valores de Hipócrates; 2º - Tornar a OM, de acordo com o seu estatuto, a principal entidade certificadora da saúde em Portugal; 3º - Combater a proletarização da Medicina e afirmar a dignidade e o respeito com que os médicos devem ser tratados.


 RELAÇÃO COM A TUTELA

A relação com o ministro da Saúde, ainda por cima um colega, comigo será sempre franca e cordial. A OM não deve ser uma força de bloqueio, mas sim a principal autoridade técnico-científica nacional para as boas práticas da medicina. Se ao desenvolver, de forma mais ativa, auditorias a todos os serviços de saúde a Ordem tiver da parte do Ministério da Saúde algumas reações mais tensas, paciência: comigo, a Ordem irá mesmo tornar-se na principal entidade certificadora da saúde!

 


SPMS

O progresso da Medicina do século XXI passa, obviamente, pelo mundo digital e pela informatização. Só que essa informatização não pode ser feita à custa da relação médico-doente, como hoje acontece no SNS. A lógica do sistema atual impede o médico de olhar para o doente, é exclusivamente burocrática, prejudica a qualidade clínica – é o contrário do que deveria ser! Comigo como bastonário, todos os programas informáticos usados na saúde terão, obrigatoriamente, de contar com o aval da OM.


BURNOUT DOS MÉDICOS

É uma das minhas principais preocupações, reforçadas pelos resultados recentemente divulgados do estudo promovido, em boa hora, pelo atual bastonário. Este estudo revela números alarmantes de exaustão emocional e de despersonalização entre os médicos. Ora, médicos em sofrimento não conseguem tratar bem os seus doentes. Estamos perante um problema de saúde pública, com impactos significativos no SNS e nos setores privado, social e cooperativo. A Ordem tem de se empenhar na criação de mecanismos de prevenção.


GESTÃO DO SNS

Eis um dos temas fortes da minha candidatura: quero uma Ordem Forte, com os médicos na liderança. Desde logo, na liderança das instituições de saúde – disto não abdicarei! Sendo multidisciplinar e em equipa, a atividade em saúde, para ser eficaz, tem de ter liderança. E essa liderança tem de caber aos médicos, seja na clínica, seja na gestão. Não aceito, por exemplo, que o novo modelo de gestão para a ADSE preveja lugares de direção para sindicalistas e reformados e não, explicitamente, para médicos.


EUTANÁSIA

O bastonário tem que garantir o cumprimento do Código Deontológico que veda a prática da eutanásia aos médicos. Esta é, contudo, uma questão que permanece em aberto, com ativistas de ambos os lados. O cidadão tem de ser o centro deste debate, devendo a OM garantir que nele sejam considerados apoios ao cuidador informal e incentivos aos cuidados continuados e paliativos.


CARREIRAS MÉDICAS

As Carreiras Médicas são fundamentais, pois a integração em equipa e a possibilidade de aceder a uma carreira são pilares fundamentais na motivação dos profissionais e na obtenção de desempenhos de qualidade. Assim como as Carreiras Médicas são um pilar central do SNS, também deverão alargar-se ao sector privado, social e cooperativo. Esta será uma das minhas principais batalhas enquanto bastonário: afirmar as Carreiras Médicas enquanto o pilar central do SNS e estendê-las a todo o sistema de saúde.

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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