Especial - Eleições na Ordem dos Médicos 2017: João França Gouveia
DATA
16/01/2017 09:03:00
AUTOR
Jornal Médico
Especial - Eleições na Ordem dos Médicos 2017: João França Gouveia

Saiba o que pensa João França Gouveia acerca dos temas quentes da Medicina e quais os pontos-chave da sua campanha. Até 19 de janeiro, acompanhe diariamente as nossas atualizações e explore um tema por dia.


PONTO-CHAVE DA CAMPANHA/MENSAGEM AOS COLEGAS

1. Resolver a situação dramática e caótica dos serviços de urgência hospitalar: instituir em Portugal a Especialidade de Medicina de Emergência; impedir o internamento de doentes nas instalações dos serviços de urgência; 2. Acabar com o amadorismo e a influência político-partidária na gestão das Unidades de Saúde: concurso público de gestão dos Centros de Saúde e Hospitais; 3. Adotar o regime de dedicação exclusiva nos novos contratos dos profissionais de saúde do SNS; 4. Defender um exercício clínico exemplar: tecnicamente diferenciado; eticamente correto; isenção total perante os fornecedores de medicamentos e de material de uso clínico, não aceitando deles qualquer bem ou benefício; 5. Reunião mensal do bastonário com o titular da pasta da Saúde: obter consensos estratégicos perduráveis, independentemente dos protagonistas de ocasião.

Uma Ordem - muito - acima dos interesses político-partidários!

 


RELAÇÃO COM A TUTELA

O bastonário deve reunir mensalmente com o Ministro da Saúde para que se obtenham consensos estratégicos perduráveis, independentemente dos protagonistas de ocasião.


SPMS

 Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde são muito bem-vindos.


BURNOUT DOS MÉDICOS

Uma gestão competente sabe que é fundamental tratar os profissionais de saúde de forma a que se sintam profissionalmente motivados, realizados e devidamente compensados. No ponto 8 do meu Programa pode ler-se: “É respeitado, também no SNS, o limite máximo de trabalho suplementar definido nas leis laborais: 200 horas/ano.”



GESTÃO DO SNS

A Saúde em Portugal e o SNS têm dois grandes problemas de fundo para resolver: por um lado, a situação dramática e caótica que, desde há longos anos, se vive nos Serviços de Urgência Hospitalar (SUH); por outro, o amadorismo, o voluntarismo e a dependência político-partidária na gestão das Unidades de Saúde. A minha candidatura propõe algumas soluções nesse sentido. Precisamos de reconhecer a Especialidade de Medicina de Emergência em Portugal, abrindo caminho para que o exercício da Medicina de Urgência seja feito exclusivamente por médicos com esta especialidade. Recordo que estes profissionais resolvem eficazmente 80% das situações clínicas que acorrem aos SUH, sem necessidade de recorrer a qualquer outro especialista e encaminham devidamente os 20% dos doentes que necessitam de internamento ou do parecer de outros especialistas. Outra das soluções passa por constituir desde já equipas fixas em todos os SUH e impedir a permanência de qualquer doente com critério de internamento no Serviço de Urgência: SO/OBS/UICD devem estar integrados nos Serviços de internamento, o mais longe possível dos SUH. No que diz respeito à gestão das Unidades de Saúde defendo que a Gestão dos Hospitais e Centros de Saúde deve ser contratualizada, por concurso público, com entidades com efetiva competência e inerente responsabilidade (civil) financeira.


EUTANÁSIA

Pessoalmente, sou contra a Eutanásia. Defendo os cuidados em fim de vida de acordo com aquilo que está consensualizado entre nós: recorrer aos meios de alívio sintomático, às Unidades de Cuidados paliativos e evitar o encarniçamento terapêutico. Se fosse chamado a acorrer a esse desejo, invocaria a figura de objetor de consciência.


CARREIRAS MÉDICAS

Nas palavras do internista, é preciso "manter e desburocratizar" as carreiras médicas. Os profissionais de saúde do SNS devem trabalhar em regime de dedicação exclusiva e auferir de remuneração compatível; este regime passa a ser obrigatório para os novos contratos, respeitando-se o regime opcional para os que estão em vigor.

O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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