Especial - Eleições na Ordem dos Médicos 2017: Jorge Torgal
DATA
16/01/2017 09:02:00
AUTOR
Jornal Médico
Especial - Eleições na Ordem dos Médicos 2017: Jorge Torgal

Saiba o que pensa Jorge Torgal acerca dos temas quentes da Medicina e quais os pontos-chave da sua campanha. Até 19 de janeiro, acompanhe diariamente as nossas atualizações e explore um tema por dia. 


PONTO-CHAVE DA CAMPANHA/MENSAGEM AOS COLEGAS

“Promover uma Medicina de Excelência e ter uma intervenção enérgica para bem da Saúde dos portugueses” – é o meu objetivo n.º 1. Aproximando a OM dos médicos, liderando processos participados para encontrar respostas consequentes às principais preocupações dos colegas.

 


 

RELAÇÃO COM A TUTELA

Ponto 3 dos meus Objetivos: “Assegurar a independência da OM face aos Governos, aos partidos políticos, às confissões religiosas e aos agentes económicos”.


SPMS

O atual Ministro da Saúde, afirma, genuinamente, defender o SNS. Os SPMS corroem quotidianamente, a nível nacional, o SNS. Envenenam cada hora de trabalho dos médicos obrigando a recursos de tecnologias desadaptadas e incongruentes. Proponho que o Ministro e o responsável da SPMS se sentem, durante uma hora, um de cada lado de um médico de medicina geral e familiar enquanto este faz uma consulta; e para apreciarem bem a última prova do que afirmo, o SAPA, que haja um doente com colostomia que necessite de um saco! É imperioso que a OM lidere um processo, partilhado com o MS, para uma total reformulação das tecnologias de informação ligadas à prática médica e aos processos clínicos dos doentes, garantindo a privacidade e o segredo médico.


BURNOUT DOS MÉDICOS

Decorre da falta de racionalidade atual do sistema, cujas disfunções recaem sobre os médicos; não trabalham em equipa, trabalham mais horas, em condições penosas, sem objetivos, não sendo avaliados, pagos miseravelmente e com uma enorme responsabilidade ética e deontológica, face a cidadãos que, justamente, reclamam cuidados de qualidade, em tempo útil. Não basta apresentar a situação; a OM tem a obrigação de liderar, de forma aberta, participada e transparente, a procura de soluções que possibilitem uma evolução faseada da situação.


GESTÃO DO SNS

A filosofia organizacional do SNS tem de se modificar radicalmente. Toda atividade para promover, prevenir, tratar e reabilitar a saúde dos cidadãos terá de ser desenvolvida num racional de planear, programar, definir objetivos, avaliar; contratualizada em diferentes níveis com equipas que devem ter como primeiros responsáveis médicos; com autonomia suficiente, num quadro de responsabilização, que permita semestral, ou anualmente, o exame dos resultados. Os médicos e os outros profissionais de saúde não podem continuar a ser pagos à hora; a produtividade, a diferenciação pela especificidade dos atos, a qualidade dos resultados e o seu impacto na saúde têm de ser parâmetros a considerar. E em todas as unidades de saúde. O cidadão, particularmente quando doente, deve manter sempre a sua vinculação à medicina geral e familiar, que deve deter os meios necessários, de informação e de financiamento, à gestão de todos os processos, agudos e crónicos, com o doente; o hospital deverá modificar o seu posicionamento no sistema, deixando de ser o seu foco central.


EUTANÁSIA

Entendo que deve ser despenalizada a morte assistida, sendo signatário da petição em discussão na Assembleia da República. Considero que se trata de uma questão de cidadania que integra os direitos constitucionais decorrentes da atual Constituição da República.


CARREIRAS MÉDICAS

O ponto 6 do meu programa de candidatura visa “Promover o desenvolvimento do SNS e dignificar as Carreiras Médicas”. As Carreiras Médicas têm de ser reativadas, reavaliadas e reestruturadas, com base num amplo debate promovido pela OM, debate que terá de ir de par com a definição de uma nova filosofia organizacional do SNS.

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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