Ministro apelida profissionais de saúde de "heróis" no combate à gripe
DATA
16/01/2017 16:06:45
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Jornal Médico
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Ministro apelida profissionais de saúde de "heróis" no combate à gripe

O ministro da Saúde reconheceu hoje que os profissionais de saúde têm sido “uns heróis” na resposta à epidemia de gripe e sublinhou que o mesmo não se verifica noutros países com menores constrangimentos financeiros.

As declarações surgem à margem da assinatura de um protocolo entre o Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa e a Câmara Municipal de Lisboa (CML) para a construção de um novo edifício na Praça De Espanha.

“Felizmente, o ‘pico’ já não existe. Estamos numa fase de aplanamento da condição epidémica”, afirmou, lembrando que o internamento é muito e alertando para o aumento do frio previsto para esta semana.

A propósito da resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) à epidemia de gripe, o ministro explicou que existem atualmente 100 pontos de atendimento hospitalar em urgência e mais de 200 centros de saúde abertos.

“Os profissionais têm sido heróis. E tem sido com estes profissionais que temos estado muito melhor do que outros países”, referiu o responsável da tutela reconhecendo que o sistema está “no limite da sua capacidade”, mas “a reagir”.

Sobre eventuais faltas de médicos, Campos Fernandes indicou que o ano de 2016 fechou “com o maior número de médicos de família colocados” e que nunca foram tão poucos os portugueses sem médico de família, que não deverão existir até final da legislatura.

De acordo com o Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe, divulgado na passada quinta-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), a atividade gripal manteve-se moderada, com tendência estável.

A taxa de incidência registada, entre 2 e 8 de janeiro, foi de 82,4 casos por cem mil habitantes, o que indica "uma atividade gripal de intensidade moderada, com tendência estável".

Tal como na última semana de dezembro, na primeira semana de janeiro a mortalidade "por todas as causas" teve valores "acima do esperado".

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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