Hospital de Castelo Branco requisita seis médicos por causa do período gripal
DATA
17/01/2017 12:32:34
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Jornal Médico
Hospital de Castelo Branco requisita seis médicos por causa do período gripal

O presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco, Vieira Pires, afirmou hoje à Agência Lusa que requisitou seis médicos aos centros de saúde para enfrentar o período gripal.

"Em relação à gripe, tivemos apenas um dia muito constrangedor, na medida em que o acesso às urgências [do hospital] era constante. Tivemos que requisitar médicos para vir para o hospital e houve um dia em que ultrapassamos os 230 doentes, mas em que a 80 tínhamos que fazer o despiste de doenças do foro respiratório", afirmou o responsável, seguro de que a ULS tem disponíveis vacinas para a gripe.

E vai mais longe: "Temos duas centenas de vacinas em stock e temos a possibilidade de poder trocar vacinas com outras instituições de saúde, caso seja necessário. Quem não se vacinou, ainda está a tempo de o fazer. É a maneira mais fácil de evitar complicações da gripe."

Vieira Pires prevê que na cidade de Castelo Branco e na região da ULS haja ainda duas ou três semanas de "alguma preocupação" face à gripe.

Contudo, sublinhou que o Hospital Amato Lusitano (HAL) fez o "trabalho de casa" e estava preparado para receber o maior número de doentes que pudessem chegar às urgências, sendo que o constrangimento que teve no acesso "foi temporal e limitado no tempo".

"Tive ontem [segunda-feira] uma reunião com os médicos dos centros de saúde e pedi-lhes ajuda. Todos aceitaram em colaborar durante o mês de fevereiro. Chamei seis médicos dos mais novos e vão fazer urgência, sendo requisitados aos centros de saúde", frisou.

Este responsável explicou que as duas únicas soluções passariam por alargar o horário nos centros de saúde, no mínimo, até à meia noite ou os médicos deslocarem-se à urgência do HAL.

A opção recaiu na segunda hipótese, uma vez que, segundo Vieira Pires, as pessoas não estão habituadas a recorrer ao centro de saúde, mas sim à urgência do hospital.

"Alargar [o período] no centro saúde é muito complicado. É uma questão cultural na cidade, as pessoas vão para as urgências. E isto acontece porque há uns anos não havia centros de saúde em Castelo Branco. Nunca houve uma cultura de recorrer ao centro de saúde em urgência", sustentou.

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Editorial | Jornal Médico
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