Presidente do INEM desloca-se ao Parlamento para explicar razões de alegados atrasos no atendimento
DATA
18/01/2017 11:11:20
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Jornal Médico
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Presidente do INEM desloca-se ao Parlamento para explicar razões de alegados atrasos no atendimento

O presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) vai deslocar-se ao Parlamento para explicar as razões dos alegados atrasos no atendimento de chamadas de emergência, na sequência de um pedido do CDS-PP hoje aprovado.

O requerimento do CDS a solicitar a audição do presidente do INEM, Luís Meira, foi hoje aprovado por unanimidade na comissão parlamentar de Saúde, segundo fonte oficial do partido.

Num requerimento dirigido à Comissão Parlamentar de Saúde e assinado pela deputada Isabel Galriça Neto, o CDS dizia querer esclarecer nesta audição "qual a situação atual do INEM, os reais tempos de resposta às chamadas de emergência e se está, de algum modo, ameaçado o socorro atempado às vítimas".

De acordo com notícias veiculadas pela comunicação social, o CDS sublinha que "só durante o passado mês de dezembro, o tempo médio de atendimento das chamadas encaminhadas pelo 112 para os CODU (Centros de Orientação de Doentes Urgentes) disparou para os 63 segundos (mais 350% face a novembro)".

De acordo com um despacho publicado a semana passada em Diário da República foi criado um grupo de trabalho para "reestruturação dos CODU", com a missão de apresentar propostas que "permitam melhorar a eficiência, a eficácia e a qualidade do serviço prestado".

Este grupo deve apresentar, até ao fim do mês de março, um relatório com o diagnóstico dos constrangimentos atuais dos CODU e com propostas para ultrapassar os problemas identificados.

Integram esta estrutura de trabalho o diretor do departamento de emergência médica do INEM, o coordenador nacional dos CODU, um representante dos médicos dos centros de orientação, um representante dos operadores, dois especialistas hospitalares em emergência médica, um representante da Ordem dos Médicos e um representante da sociedade civil que tenha conhecimentos na área.

Recorde-se que recentemente o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN) alertou para a demora no atendimento de chamadas por parte do INEM.

Algumas chamadas, referia o sindicato em finais do mês passado, demoram mais de três minutos a ser atendidas, em vez dos sete segundos aconselhados pelos manuais mundiais.

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Editorial | Jornal Médico
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