SMZS contesta escolha de administradora do Centro Psiquiátrico de Lisboa
DATA
20/01/2017 10:35:46
AUTOR
Jornal Médico
SMZS contesta escolha de administradora do Centro Psiquiátrico de Lisboa

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) contestou ontem a escolha de Teresa Sustelo para a administração do Centro Psiquiátrico de Lisboa, lembrando a sua demissão do Hospital de São José na sequência da morte de um jovem em 2015.

“O facto de ter sido ontem [quarta-feira] publicado em Diário da República o despacho de nomeação da nova administração do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa não constituíra nenhum acontecimento invulgar se a pessoa nomeada para presidir a este órgão não fosse a mesma que se demitiu em dezembro de 2015 na sequência da morte de um jovem no Hospital de São José devido à inexistência de equipa neurocirúrgica durante um fim de semana”, refere o Sindicato num comunicado ontem divulgado.

Um despacho publicado na quarta-feira anunciou a nomeação da ex-administradora do Centro Hospitalar de Lisboa Central, substituindo Isabel Paixão no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.

“Quem se demitiu por graves ocorrências verificadas numa unidade hospitalar passou a estar novamente em condições de gerir, ao fim de um ano, uma outra unidade que possui uma elevada especificidade?”, questiona o Sindicato dos Médicos da Zona Sul.

Os sindicalistas consideram ainda que, com a passagem dos meses, se está a assistir a um “progressivo desnorte da gestão deste Ministério [da Saúde]”, apontando para a falta de medidas para resolver problemas concretos e para uma atividade ministerial reduzida a “mera difusão de anúncios”.

Além disso, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul lamenta que se verifique o que considera ser “um agravamento dos critérios de nomeação política que eram praticados com a equipa ministerial anterior”.

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Editorial | Jornal Médico
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Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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