Dívida do SNS aos fornecedores mantém-se ao nível de 2015
DATA
20/01/2017 11:55:38
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Jornal Médico
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Dívida do SNS aos fornecedores mantém-se ao nível de 2015

O ministro da Saúde reconheceu ontem no Parlamento que a dívida aos fornecedores mantém-se nos níveis e com os prazos de pagamento de 2015, quando estava no poder o anterior Governo.

Adalberto Campos Fernandes falava em resposta à deputada Isabel Galriça Neto (CDS) que questionou o ministro sobre a dívida do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que, segundo disse, cresce a um ritmo de 27 milhões de euros por mês.

“Vamos terminar o ano [de 2016] com um 'stock' de dívida e com os prazos de pagamento em linha com o que encontrámos no final de 2015”, disse o ministro, acrescentando sobre a dívida: “Não pagámos como vocês também não pagaram”.

O ministro reiterou o que já tinha anunciado neste debate, que o SNS termina 2016 com a melhor execução orçamental de sempre, o que levou Isabel Galriça Neto a questioná-lo sobre onde foram os cortes, para que tenha sido obtido este resultado.

“Com essa boa execução orçamental, onde é que cortou?”, perguntou a deputada.

Adalberto Campos Fernandes respondeu que não se tratou de “nenhum milagre”, mas antes de “rigor e justiça social”.

O debate tem sido pautado por acusações da oposição que apontam para “o caos” em alguns serviços do SNS e com o ministro a recusar a ideia, afirmando que se trata de “teorias”.

“O ruído não adianta nada. Os portugueses sabem bem a diferença entre factos e ruído concluiu Campos Fernandes.

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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