Greve dos trabalhadores da saúde decorre em todo o país
DATA
20/01/2017 12:08:47
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Jornal Médico
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Greve dos trabalhadores da saúde decorre em todo o país

Os trabalhadores da saúde estão hoje a cumprir uma greve a nível nacional para reivindicar a admissão de novos profissionais, exigir a criação de carreiras e a aplicação das 35 horas semanais a todos os funcionários do setor.

Convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), a paralisação pretende ainda reclamar que terminem os cortes nos pagamentos das horas de qualidade e do trabalho suplementar.

A criação da carreira de técnico auxiliar de saúde é um dos motivos centrais da greve, que pretende ainda a revisão e valorização das carreiras de técnicos de diagnóstico e terapêutica e a garantia de que a carreira de técnico de emergência pré-hospitalar tem de imediato a respetiva revalorização salarial.

É ainda reivindicado o pagamento do abono para falhas e a aplicação do vínculo público de nomeação a todos os trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Sobre a exigência da admissão de mais trabalhadores, a Federação de Sindicatos estima que estejam em falta no SNS cerca de seis mil funcionários auxiliares e administrativos.

O pré-aviso de greve abrange todos os trabalhadores de saúde, mas é uma greve destinada a todos os trabalhadores da saúde que não sejam médicos ou enfermeiros, apesar de estes profissionais poderem aderir caso o entendam, segundo explicou à Agência Lusa o dirigente da Federação, Luís Pesca.

Dados sobre a greve

De acordo com as declarações de Luís Pesca, “a greve dos trabalhadores da saúde está a ter uma adesão de 100% em vários hospitais do norte, centro e Lisboa. Na zona norte do país temos o Hospital de Gaia, Hospital Pedro Hispano, de Matosinhos, o Hospital de Barcelos, o Hospital de Guimarães, o São João, o Santo António (Porto) e o Hospital de Chaves com 100% de adesão à greve e apenas a prestar serviços mínimos”.

Segundo a mesma fonte, na zona centro, nos “hospitais dos centros hospitalares de Coimbra, do Baixo Vouga, Douro e Vouga, Leiria, Oeste, Tondela e Viseu também com 100% e apenas a garantir os serviços mínimos”.

“O Hospital da Figueira e IPO de Coimbra também está a prestar serviços mínimos”, reforçou a mesma fonte.

O dirigente adiantou que na Grande Lisboa houve uma adesão de 100% nos hospitais de São José, Santa Maria, Estefânia, São Francisco Xavier, Maternidade Alfredo da Costa, Prof. Doutor Fernando Fonseca e Beatriz Ângelo.

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Editorial | Nuno Jacinto
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