IPO de Coimbra aposta no diagnóstico e tratamento do cancro do pulmão
DATA
25/01/2017 09:21:26
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Jornal Médico
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IPO de Coimbra aposta no diagnóstico e tratamento do cancro do pulmão

O Serviço de Pneumologia do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra anunciou ontem a intenção de apostar fortemente no diagnóstico e tratamento do cancro do pulmão, responsável pela maior taxa de mortalidade por doença oncológica a nível mundial.

A diretora daquele serviço, Lurdes Barradas, garantiu à Agência Lusa que a unidade hospitalar dispõe de uma técnica única na zona Centro, mais recursos humanos e instalações ampliadas, o que lhe permite uma "capacidade de resposta" para toda a região.

"A correta avaliação e investigação desta doença tem sido uma preocupação constante do Serviço de Pneumologia, que tem investido na qualidade dos seus recursos humanos e na diferenciação da sua plataforma tecnológica", sublinhou a responsável.

Desde meados de 2015 que o IPO Coimbra desenvolve atualmente técnicas broncoscópicas e pleurais, nomeadamente a ecoendoscopia endobronquica, vulgarmente conhecida por EBUS, que é única na Região Centro.

Segundo Lurdes Barradas, "esta técnica permite, através de um único procedimento, não só o diagnóstico como também o estadiamento do cancro do pulmão, com impactos significativos na terapêutica e no prognóstico desta patologia".

"O nosso objetivo é tratar os doentes o mais precoce e mais célere possível para desagravar os índices de mortalidade", frisou a diretora do Serviço de Pneumologia.

Por outro lado, o recurso à técnica EBUS evita, de acordo com aquela especialista, que os doentes para saberem o estadiamento da doença tenham de se submeter a cirurgia médica, "o que é uma mais-valia para o doente, que no dia seguinte ao exame pode fazer a sua vida normal".

Lurdes Barradas salientou ainda a importância de um diagnóstico precoce, na medida em que não existe nenhum programa de rastreio para a doença oncológica pulmonar, contrariamente a outras patologias.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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