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Médicos defendem sessões antitabágicas grátis para estimular procura de tratamento
DATA
25/01/2017 09:41:40
AUTOR
Jornal Médico
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Médicos defendem sessões antitabágicas grátis para estimular procura de tratamento

Um estudo desenvolvido por médicos britânicos defende que a oferta de uma sessão antitabágica grátis no serviço nacional de saúde aumenta a probabilidade de os fumadores procurarem ajuda para deixar o vício.

O objetivo desta investigação, publicada na revista The Lancet, prendeu-se com a necessidade de estimular a utilização do serviço de antitabagismo do serviço nacional de saúde, a que recorrem apenas 5% dos fumadores britânicos.

Os autores defendem que deve ser facilitado o acesso a estes serviços públicos, rejeitando ainda que se lhes cortem os orçamentos.

Para tal, milhares de fumadores britânicos receberam cartas personalizadas a explicar-lhes os riscos do tabaco e convidando-os para uma sessão antitabágica grátis.

A The Lancet conta que entre 2.636 que receberam uma carta personalizada e um convite para uma sessão grátis, 17% utilizaram o serviço, enquanto apenas 9% dos 1748 que receberam uma carta genérica o fizeram.

De entre os que receberam a carta personalizada e utilizaram o serviço nacional de saúde, 9% contra 5,5% dos que receberam cartas genéricas passou pelo menos uma semana sem fumar.

Nas cartas personalizadas, em que o critério principal era a idade, foi descrito o risco de contrair uma doença grave.

"Os fumadores subestimam o seu risco pessoal de contrair uma doença", reconheceu a principal autora do estudo, Hazel Gilbert, da University College Medical School, defendendo que deve ser mais fácil aos fumadores acederem aos serviços públicos de tratamento.

Michael Cummings, da universidade norte americana da Carolina do Norte, defendeu que "os governos devem resistir aos cortes orçamentais" nos serviços antitabágicos públicos, apontando os seus "benefícios óbvios e bem documentados".

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Editorial | Gil Correia
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