Ministro da Saúde confia que IPO vai acabar com demora no atendimento de crianças
DATA
07/02/2017 10:37:30
AUTOR
Jornal Médico
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Ministro da Saúde confia que IPO vai acabar com demora no atendimento de crianças

O ministro da Saúde manifestou ontem confiança na administração do Instituto Português de Oncologia de Lisboa, Francisco Gentil (IPO), e disse que, se existe um problema que conduziu à demora no atendimento de crianças, este terá de ser resolvido de imediato.

Adalberto Campos Fernandes falava aos jornalistas à margem da apresentação dos dados de transplantação de órgãos em 2016, a propósito de uma deliberação da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) que envolve o IPO de Lisboa.

Segundo a TSF, a deliberação da ERS “nasceu de uma queixa de uma mãe que em fevereiro de 2016 protestou contra a demora no atendimento do filho num tratamento de quimioterapia” naquela instituição.

“A mãe diz que o filho de sete anos fez análises às 10:00, teve consulta às 15:30 e só às 20:30 foi possível dar-lhe uma «simples injeção» que não foi administrada antes por falta de recursos humanos pois só estavam duas enfermeiras disponíveis”, escreve a TSF.

Nas palavras de Campos Fernandes, “se o problema é a falta de recursos, o mesmo terá de ser resolvido rapidamente. O IPO tem condições para resolver o problema entre hoje e amanhã".

Adalberto Campos Fernandes manifestou a sua confiança na administração deste IPO, bem como na instituição, cujo trabalho enalteceu.

O responsável da tutela recordou que é para evitar problemas destes que o governo está a alterar os tempos médios de resposta garantida e a estendê-los aos exames e meios de diagnóstico.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.