Hospitais públicos britânicos com pré-pagamento para estrangeiros de fora da UE
DATA
07/02/2017 11:01:57
AUTOR
Jornal Médico
Hospitais públicos britânicos com pré-pagamento para estrangeiros de fora da UE

O ministro da Saúde britânico, Jeremy Hunt, anunciou ontem que os doentes estrangeiros extracomunitários que não precisem de tratamento urgente terão de pagar antes de serem atendidos nos hospitais públicos britânicos a partir de abril.

Os hospitais do serviço nacional de saúde britânico já cobravam aqueles doentes, mas até agora o pagamento podia realizar-se depois do tratamento ou operação, o que continuará a poder acontecer depois de abril no caso das consultas urgentes, segundo o governante.

Hunt declarou não ter “qualquer problema” com o facto de a saúde pública tratar os estrangeiros “sempre e quando paguem, como fazem os contribuintes britânicos”.

Para já a medida não afeta os estrangeiros oriundos de países da União Europeia, embora tal possa mudar com a saída do Reino Unido da UE.

Segundo a BBC, a fatura mais alta que não foi paga por um paciente extracomunitário ascende a 300.000 libras (348.000 euros) e corresponde a um parto prematuro de uma nigeriana de quadrigémeos num hospital a oeste de Londres.

No total, os hospitais públicos britânicos gastaram em 2016 quatro milhões de libras (4,6 milhões de euros) no atendimento de doentes estrangeiros não europeus, dos quais foram reembolsados 1,6 milhões de libras (1,8 milhões de euros).

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Editorial | Denise Cunha Velho
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Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.